Internacional
12:07

Vídeos contradizem versão oficial sobre morte de Alex Pretti em Minneapolis

Análises de vídeos realizadas pela imprensa americana, incluindo CNN e The New York Times, mostram que Alex Pretti, morto por agentes federais em Minneapolis (EUA), não estava armado no momento em que foi atingido por pelo menos dez tiros.

As imagens indicam que Pretti parecia segurar apenas um celular ao ser abordado por agentes do ICE em Minneapolis. Os disparos ocorreram em menos de cinco segundos, contrariando a versão inicial das autoridades federais, que afirmavam que Pretti teria ameaçado os agentes com uma arma.

De acordo com as análises, a arma foi encontrada apenas depois que Pretti já estava imobilizado no chão. Numa das filmagens, um agente retira um objeto da cintura de Pretti enquanto outros o seguram, mas não há registros de que ele tenha apontado ou utilizado a arma contra a polícia.

O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, informou que ao menos dois agentes participaram dos disparos. Ele afirmou ao New York Times que a vítima era cidadã americana, não possuía antecedentes criminais e tinha porte legal de arma.

O Departamento de Segurança Interna (DHS) declarou que os agentes agiram em legítima defesa, dizendo que tentaram desarmar o suspeito, mas que ele resistiu violentamente, e justamente por temerem por suas vidas e pela segurança dos colegas, um agente disparou.

A morte de Pretti intensificou protestos em Minneapolis contra as operações federais de imigração. Centenas de manifestantes foram às ruas após a divulgação dos vídeos, pedindo o fim das ações do ICE na cidade. O governador Tim Walz classificou o episódio como “repugnante” e solicitou o encerramento da operação federal.

O prefeito Jacob Frey criticou a atuação dos agentes federais e exigiu respostas do governo dos EUA, questionando quantos americanos mais precisam morrer ou se ferir para que a operação termine.

Os pais de Alex Pretti repudiam as declarações feitas pela administração Trump sobre o caso. Em nota à CNN, Michael e Susan Pretti afirmaram que as mentiras contadas sobre seu filho são repreensíveis e destacaram que ele queria fazer a diferença no mundo, protegendo uma mulher em seu último ato.

Este caso ocorre em meio a uma escalada de violência nas operações do ICE em Minneapolis. Esta foi a segunda morte relacionada a agentes federais na cidade num período inferior a um mês, aumentando a tensão e os protestos contra a política migratória do governo Trump.

Autoridades locais solicitam uma investigação independente e o acesso às provas. A promotora do condado de Hennepin, Mary Moriarty, afirmou ao NYT que a cena do crime necessita ser preservada pela polícia local, mas que forças estaduais foram impedidas por agentes federais de acessar o local.

As autoridades locais seguem cobrando transparência e ampla apuração dos fatos em torno da morte de Pretti.

Créditos: UOL

Modo Noturno