Vigília em Brasília mantém orações mesmo após prisão de Bolsonaro
No sábado à noite, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro mantiveram a vigília prevista, mesmo após a ordem de prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes do STF.
Em Brasília, o grupo se reuniu próximo ao condomínio onde Bolsonaro reside para realizar orações, acompanhadas por cânticos e ajoelhamentos. Um pastor clamou por uma “ordem celestial” para acabar com o que qualificou como “maldade” contra o ex-presidente.
Desde as 19h30 até por volta das 21h30, os presentes, incluindo Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente, rezaram emocionados, alguns chegando a chorar devido à prisão determinada por Moraes.
Na decisão que decretou a prisão, o ministro citou a vigília como um motivo, argumentando que havia uma “possibilidade concreta” de crescer e reunir centenas de apoiadores nas imediações da residência de Bolsonaro. Moraes ressaltou que isso poderia causar tumultos e criar condições favoráveis para uma possível fuga do ex-presidente, dificultando a aplicação da lei.
Deputados gaúchos como Luciano Zucco, líder da oposição, e Marcel Van Hattem estavam entre os presentes.
Van Hattem declarou que a vigília comprovou a ausência de ameaça à ordem pública e que a justificativa da PF e do ministro para a prisão era infundada, afirmando que a manifestação também reforçou a fé dos presentes e sua resistência às ordens que consideram ilegais.
Luciano Zucco destacou que a prisão de Bolsonaro implica que “oração virou crime” no país, alertando para o risco à liberdade individual.
Durante a vigília, houve um momento de tensão quando um opositor assumiu o microfone, sem que os manifestantes soubessem sua identidade. Ele criticou Bolsonaro e seu filho, ao que os presentes reagiram tomando o microfone, expulsando-o e o ofendendo com gritos de “vagabundo”. O homem foi retirado da manifestação após receber pelo menos dois chutes, conforme registrado em vídeo.
Créditos: GaúchaZH