Wellington Lima e Silva é apontado como favorito para Ministério da Justiça
Wellington César Lima e Silva, advogado que já ocupou vários cargos em gestões petistas, é o principal nome cotado para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O presidente Lula deve anunciar sua escolha ainda esta semana, mas antes pretende ouvir ministros do STF e dirigentes partidários. Há também apoio para nomes de maior visibilidade, como o ministro da Educação, Camilo Santana.
Atualmente, Lima e Silva é chefe do departamento jurídico da Petrobras, cargo para o qual foi indicado por Lula. De janeiro de 2023 a julho de 2024, ele foi secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência, função em que trabalhou próximo ao presidente, analisando atos presidenciais e preparando despachos.
Em 2016, durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, Lima e Silva chegou a ser nomeado ministro da Justiça, mas permaneceu no cargo por apenas 14 dias, pois sua posse foi anulada pelo STF devido a proibição de membros do Ministério Público atuarem no Executivo.
O advogado ingressou no Ministério Público da Bahia em 1991, com atuação inicial em comarcas do interior e, desde 2010, ocupou o cargo de procurador-geral da Bahia, indicado durante a gestão do hoje senador Jaques Wagner, que é apontado como principal articulador da indicação ao ministério. Lima e Silva esteve à frente do Ministério Público baiano por dois mandatos consecutivos e foi responsável por iniciativas para integrar instituições de segurança pública.
Em entrevista em 2013, ele ressaltou a importância da colaboração entre polícia e Ministério Público nas investigações, evitando a hegemonia de uma delas. Formado em direito com mestrado em ciências criminais, também atuou como professor na Universidade Federal da Bahia.
O advogado deve substituir Ricardo Lewandowski no comando do Ministério da Justiça. Após a exoneração de Lewandowski, publicada no Diário Oficial da União, a atual equipe permanecerá no cargo até que o novo titular tome posse, com Manoel Carlos de Almeida Neto assumindo interinamente a pasta.
Créditos: Folha de S.Paulo