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18:03

Governo de São Paulo confirma segunda morte por intoxicação por metanol

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo confirmou a segunda morte causada por intoxicação por metanol.

A nova vítima é um homem de 46 anos; o primeiro óbito, confirmado no dia 3, envolveu um homem de 54 anos. Além dessas mortes, São Paulo registrou 14 casos confirmados.

Há 148 notificações em investigação, incluindo sete mortes, todas de homens, em análise: quatro em São Paulo capital, duas em São Bernardo do Campo e uma em Cajuru.

Ao todo, foram contabilizados 162 casos suspeitos, dos quais 15 foram descartados.

O Ministério da Saúde informou que no Brasil há 11 casos confirmados laboratorialmente de intoxicação por metanol, com outras 116 suspeitas em 12 estados.

Até a manhã da última sexta-feira, 12 estados haviam reportado casos suspeitos ao governo federal: Pernambuco, Distrito Federal, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, São Paulo, Roraima, Minas Gerais, Espírito Santo, Piauí e Goiás. No Piauí, especificamente em Parnaíba, há um caso em investigação.

Ao total, o país registra 127 casos notificados, entre suspeitos e confirmados, com 11 confirmações laboratoriais.

O Ministério recomendou que todos os estados comuniquem imediatamente qualquer suspeita clínica de intoxicação por metanol, para agilizar o tratamento dos pacientes e apoiar as investigações sobre a origem das bebidas contaminadas.

O governo federal anunciou ainda a compra de 2.500 tratamentos com fomepizol, um antídoto para intoxicação por metanol, adquirido de uma farmacêutica japonesa. A aquisição foi feita sem licitação devido à emergência. Na última semana, agências de dez países e sete fabricantes de fomepizol foram contatadas, uma vez que esse antídoto não é um medicamento de grande circulação.

O fomepizol bloqueia a enzima responsável pela transformação do metanol em substâncias tóxicas no organismo. Ele é aplicado em injeções de 1,5 ml, mas não integra a política nacional de antídotos toxicológicos.

A secretária de Vigilância em Saúde, Mariângela Batista Galvão Simão, tranquilizou a população, afirmando que o antídoto disponível no Brasil atualmente é suficiente, pois o etanol disponível atende às necessidades atuais.

O metanol é um líquido incolor conhecido como álcool metílico, diferente do álcool usado em bebidas, apesar da aparência semelhante. A exposição a quantidades significativas pode causar sintomas como náusea, vômito, dor de cabeça, visão turva e até cegueira permanente, convulsões, coma, danos neurológicos e morte.

Em alguns casos, o metanol é ilegalmente adicionado ao combustível como substituto mais barato do etanol.

Especialistas alertam que mesmo pequenas quantidades de metanol podem causar intoxicação. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), cerca de 10 ml de metanol puro podem causar cegueira, e 30 ml podem ser fatais.

Créditos: noticias.uol

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