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Brasil registra 195 casos de intoxicação por metanol após consumo de bebida alcoólica

No Brasil, o número de notificações de intoxicação por metanol após o consumo de bebida alcoólica alcançou 195 casos, conforme divulgado pelo Ministério da Saúde. Destes, 14 casos estão confirmados e 181 ainda são considerados suspeitos. Novos estados como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Piauí registraram os primeiros casos em investigação.

Até o momento, foram contabilizadas 13 mortes relacionadas ao metanol, sendo uma confirmada e 12 em investigação. O balanço oficial do ministério não inclui a segunda morte confirmada pelo governo de São Paulo neste sábado.

O metanol é um álcool industrial utilizado em solventes e outros produtos químicos, que apresenta alto risco quando ingerido. O fígado o converte em substâncias tóxicas que podem atacar a medula, o cérebro e o nervo óptico, podendo causar cegueira, coma e até morte, além de insuficiência pulmonar e renal.

O Ministério da Saúde iniciou a distribuição de etanol farmacêutico, um dos antídotos para intoxicação por metanol, para estados que solicitaram reforço no estoque. A primeira remessa incluiu 580 ampolas destinadas a Pernambuco (240), Paraná (100), Bahia (90), Distrito Federal (90) e Mato Grosso do Sul (60).

Além disso, foi firmado um contrato para aquisição de 2,5 mil unidades de fomepizol, outro medicamento antídoto, provenientes do Japão, com previsão de chegada na próxima semana.

O impacto da intoxicação por metanol também vem sendo relatado em casos específicos. Rafael Anjos Martins, de 28 anos, está em coma após consumir gin adulterado em São Paulo. Ele foi hospitalizado em Osasco, ligado a quatro amigos que também apresentaram sintomas.

A designer de interiores Radharani Domingos, de 43 anos, perdeu a visão após consumir caipirinhas feitas com vodca contaminada em um bar da Alameda Lorena, em São Paulo. O local foi interditado e cerca de 100 garrafas suspeitas foram apreendidas.

Bruna Araújo de Souza, de 30 anos, sofreu intoxicação grave após consumir vodca adulterada em São Bernardo do Campo e permanece internada em estado grave.

Wesley Pereira, de 31 anos, tem sequelas após consumir uísque adulterado em uma festa na capital paulista. O caso evoluiu para várias complicações, incluindo AVC.

Marcelo Lombardi, advogado e empresário de 45 anos, morreu em São Paulo após ingerir vodca adulterada, conforme atestado de óbito que apontou o metanol como causa.

Esses casos reforçam a gravidade da intoxicação por metanol e a necessidade de vigilância dos consumidores diante do risco de adulteração de bebidas alcoólicas.

Créditos: g1

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