Candidatos destacam organização e novo formato do CNU 2025
Neste domingo (6/10), milhares de brasileiros realizam as provas objetivas do Concurso Nacional Unificado (CNU), que oferece 3.652 vagas em 32 órgãos federais. Os portões abriram às 11h30 e fecharam às 12h30 no horário de Brasília, e as provas começaram às 13h, com duração de até cinco horas.
Criado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o CNU é conhecido como o “Enem dos concursos” por concentrar diversas oportunidades em um só processo seletivo. Nesta segunda edição, mais de 700 mil candidatos participam em 228 cidades brasileiras.
A principal novidade em relação ao concurso do ano anterior é a separação entre a prova objetiva e a redação, que ficará para dezembro, na segunda fase. De acordo com os participantes, essa mudança contribui para uma melhor gestão do tempo e diminui a ansiedade durante o exame.
Maria Eduarda Curado Picorelli, engenheira florestal que participa pela segunda vez, comentou que a troca da banca organizadora e a divisão das provas facilitaram o controle da prova: “acho que isso contribui muito na gestão do tempo e diminui a ansiedade de responder as questões rápido para escrever o texto”.
Na primeira edição, o concurso foi organizado pela Fundação Cesgranrio. Agora, a Fundação Getulio Vargas (FGV) é responsável pela aplicação, correção e análise das provas, buscando mais transparência e segurança no processo, segundo o MGI.
Os candidatos mostraram confiança e tranquilidade. No Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), muitos chegaram cedo, trazendo histórias de recomeço e esperança.
Gustavo Bomfim, engenheiro de 45 anos que deixou o Rio de Janeiro para se preparar em Brasília, destacou a melhora na organização: “O CNU deste ano está mais organizado. A logística está mais clara, e as informações chegaram com antecedência. Isso faz muita diferença para quem está tentando um cargo público”.
Os participantes foram divididos em blocos temáticos que agrupam carreiras por área de conhecimento. Dentro desses blocos, é possível concorrer a cargos compatíveis com a formação e o perfil profissional, modelo que busca maior democratização e justiça no acesso.
As provas ocorreram simultaneamente em 228 cidades, cobrindo todas as regiões do país. O formato nacional visa reduzir desigualdades regionais, permitir competição em condições iguais e diminuir os custos logísticos dos concursos.
Segundo o MGI, esse modelo também promove diversidade e representatividade no serviço público, incentivando a entrada de profissionais de várias áreas e perfis socioeconômicos.
Maria Eduarda avalia que o formato favorece candidatos com formação abrangente e experiência profissional.
Os gabaritos preliminares da prova objetiva serão divulgados nos próximos dias no site da FGV Conhecimento. A segunda etapa, que inclui a redação e, em alguns casos, provas discursivas específicas, ocorrerá em 7 de dezembro. O resultado final sairá em 2026, com posse dos aprovados prevista para o primeiro semestre.
Para muitos participantes, o CNU simboliza mais que uma concorrência: é o reflexo do desejo por estabilidade, reconhecimento e novas oportunidades, como ressaltou Maria Eduarda ao entrar na sala de prova.
Créditos: correiobraziliense