São Paulo investiga dois casos de intoxicação por metanol em Indaiatuba
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo divulgou nesta terça-feira (7) um novo levantamento sobre casos de intoxicação por metanol. No total, são 176 ocorrências no estado, com 158 em investigação e 18 confirmadas. Foram registrados dez óbitos, sendo três confirmados e sete sob investigação.
Entre os casos em análise, estão dois registros em Indaiatuba (SP). A prefeitura local foi contatada, mas não forneceu detalhes além de informar que os casos suspeitos foram atendidos em hospital conforme protocolo estadual e já tiveram alta.
O metanol pode ser confundido inicialmente com sintomas de ressaca, como náusea, tontura e dor de cabeça. No entanto, ao ser metabolizado pelo fígado, ele se transforma em substâncias tóxicas que afetam o sistema nervoso e os olhos.
De 12 a 24 horas após a ingestão, sintomas mais graves podem aparecer, como visão borrada e respiração acelerada. Em até 48 horas, sem tratamento rápido, há risco de cegueira permanente, falência de órgãos e morte. O tratamento imediato é essencial para melhores chances de recuperação.
O metanol não altera o sabor, cheiro ou cor da bebida, sendo detectável apenas por exames laboratoriais, o que dificulta sua identificação e aumenta o perigo da intoxicação.
Utilizado industrialmente em solventes e produtos químicos, o metanol é altamente tóxico se ingerido, afetando o fígado, cérebro, medula e podendo causar insuficiências pulmonares e renais.
Autoridades recomendam que garrafas vazias sejam inutilizadas para evitar reutilização e que pessoas com sintomas procurem atendimento médico imediato e informem a origem da bebida para auxiliar nas investigações.
Créditos: g1