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Opositora María Corina Machado recebe Nobel da Paz de 2025

María Corina Machado, líder da oposição na Venezuela, foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz de 2025. Conhecida como a “dama de ferro”, Machado é reconhecida por sua firme oposição ao presidente Nicolás Maduro e pela capacidade de reunir apoiadores de diferentes classes sociais em seu país.

O anúncio do prêmio foi feito pelo Comitê Norueguês do Nobel, que destacou o trabalho incansável de María Corina na promoção dos direitos democráticos e na busca de uma transição pacífica da ditadura para a democracia na Venezuela. O prêmio, que neste ano mantém o valor de 11 milhões de coroas suecas – aproximadamente 6,2 milhões de reais –, é um reconhecimento internacional a esforços significativos pela paz mundial.

Em vídeo divulgado por sua equipe, a líder venezuelana, de 58 anos, expressou surpresa e emoção ao receber a notícia: “Estou em choque! Que é isso? Não acredito”.

Figura marcante da política venezuelana, María Corina venceu as primárias da oposição, mas foi impedida de registrar sua candidatura à presidência por estar inabilitada politicamente por 15 anos. Por isso, Edmundo González Urrutia assumiu a candidatura nas eleições presidenciais do ano passado, enquanto María Corina continuou a liderar comícios em diversas regiões do país.

González, que foi para o exílio na Espanha após a eleição contestada que reeleu Maduro, classificou o prêmio como um reconhecimento merecido à luta da venezuelana e do povo pela liberdade e democracia, considerando este o primeiro Nobel concedido à Venezuela.

Nascida em Caracas em uma família conservadora, María Corina fundou em 2012 o partido Vem Venezuela e se tornou a voz mais dura contra o chavismo desde o governo de Hugo Chávez. Inicialmente apoiada apenas pelas elites e pela comunidade no exílio, hoje seus atos mobilizam apoiadores populares, inclusive em áreas tradicionalmente pró-chavistas.

O Nobel da Paz, criado em 1901 por Alfred Nobel, tem o objetivo de premiar contribuições para a paz mundial, à redução de exércitos e à promoção de diálogos pela paz. Desde a sua criação, o prêmio já foi concedido a líderes políticos, organizações humanitárias e defensores dos direitos humanos, apesar de também ter enfrentado controvérsias ao longo do tempo.

Nas últimas edições, os premiados incluíram a organização japonesa Nihon Hidankyo em 2024, a jornalista iraniana Narges Mohammadi em 2023, e em 2022 o ativista bielorusso Ales Bialiatski e as organizações Memorial e Centro pelas Liberdades Civis, ligadas a movimentos pelos direitos humanos na Rússia e Ucrânia, respectivamente.

Historicamente, o Nobel da Paz destaca-se como uma das maiores honrarias internacionais dedicadas àqueles que promovem avanços em favor da humanidade e da convivência pacífica entre os povos.

Créditos: O Globo

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