Trump deu ultimato a Netanyahu para acabar com guerra em Gaza
Donald Trump fez um ultimato ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu para encerrar imediatamente a ofensiva em Gaza. A ordem foi dada após o discurso de Netanyahu na Assembleia Geral da ONU, em um cenário que refletia seu isolamento internacional.
Fontes próximas à negociação revelaram que Trump exigiu o fim imediato da guerra em uma reunião privada. Pouco depois, a Casa Branca divulgou uma foto de Netanyahu pedindo desculpas ao governo do Catar pelo bombardeio que interrompeu as tratativas de paz.
A pressão americana crescia enquanto Israel intensificava ataques e países árabes como Catar, Turquia e Egito trabalhavam juntos, com mediação dos EUA, para um plano de cessar-fogo. O acordo continha 21 pontos incluindo a libertação de reféns, troca de prisioneiros e retirada gradual das tropas israelenses de Gaza.
Trump via nisso uma oportunidade política e prestígio internacional, até como possibilidade de conquistar o Nobel da Paz. A negociação avançou de forma inusitada, iniciada durante a final do US Open em Nova York, quando Trump e seu enviado Steve Witkoff acompanhavam o jogo e ajustavam a proposta para o Hamas.
O mediador Gershon Baskin contou que na noite seguinte a um jogo de tênis, o enviado americano informou que o Catar entregaria a proposta ao Hamas para discussão e negociação. Contudo, um bombardeio israelense em Doha, capital do Catar, matou civis e agentes de segurança, ameaçando o acordo.
Este ataque, sem conhecimento da Casa Branca, irritou Trump e abalou a relação próxima com o emir do Catar, aliado estratégico no Golfo Pérsico. A ofensiva foi vista por Trump como uma traição pessoal, levando o emir a suspender temporariamente as negociações com o Hamas.
Com a confiança dos aliados árabes fragilizada e aumentando a pressão sobre Netanyahu, Trump agiu convocando líderes do Catar, Egito e Turquia durante a Assembleia Geral da ONU para finalizar o documento de cessar-fogo.
Netanyahu resistiu inicialmente, mas diante de Trump, no Salão Oval e cercado por assessores, recebeu a ordem direta: “Você vai terminar essa guerra agora.” Forçado a recuar, o premiê israelense aceitou.
Semanas depois, o acordo foi formalizado no Egito. Antes mesmo do anúncio oficial, Trump comemorou o fim da guerra em sua rede social Truth Social.
Créditos: G1 Globo