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18:08

Laudo confirma veneno em frasco ligado a serial killer em São Paulo

A Polícia Técnico-Científica confirmou a presença de inseticida conhecido como chumbinho em um frasco de vidro apreendido na casa da estudante de direito Ana Paula Veloso Fernandes, 35 anos, presa em Guarulhos, Grande São Paulo, acusada de matar quatro pessoas por envenenamento.

Ana Paula está presa desde julho sob acusação de homicídios ocorridos entre janeiro e maio deste ano nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A Polícia Civil afirma que o objetivo da universitária era se apropriar dos bens e dinheiro das vítimas.

Além dela, a irmã gêmea, Roberta Cristina Veloso Fernandes, e Michelle Paiva da Silva, filha de uma das vítimas, também foram presas suspeitas de participação nos crimes, em agosto e na última terça-feira, respectivamente.

O Instituto de Criminalística identificou a substância tóxica como terbufós, um composto usado na agricultura contra insetos, cuja venda é permitida, mas que é letal para humanos e animais ao contato.

Investigações indicam que Ana Paula pode ter usado o agrotóxico em alimentos como lanche, bolo, feijão e milkshake para envenenar as vítimas: Marcelo Hari Fonseca, Maria Aparecida Rodrigues, Neil Corrêa da Silva e Hayder Mhazres. Todas apresentaram edemas pulmonares e outros sinais típicos de envenenamento. Três corpos foram exumados para exames complementares.

O 1º Distrito Policial de Guarulhos aguarda resultados de outros exames para confirmar se o veneno do frasco foi o agente causador das mortes ou se outra substância foi empregada.

Conforme a investigação, em todos os casos Ana Paula estava presente ou comunicou as autoridades sobre os óbitos, o que despertou suspeitas da polícia.

A Justiça ainda não definiu a data para o julgamento de Ana Paula. O Ministério Público pretende denunciar Roberta como coautora dos homicídios e Michelle por participação no assassinato de seu pai.

As três continuam sob investigação para apurar a existência de outras vítimas. Ana Paula está detida em unidade prisional na capital paulista, enquanto Roberta e Michelle permanecem presas temporariamente em presídios de Guarulhos.

As defesas das acusadas não foram localizadas para comentar o caso.

Créditos: g1

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