Câmara votará corte de gastos na próxima semana, revisão de isenções fica para depois
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que o plenário deve votar o corte de gastos na próxima semana, enquanto a revisão das isenções tributárias será analisada posteriormente.
Segundo Motta, o governo ainda está decidindo o formato para recompor as perdas financeiras resultantes do fim da Medida Provisória (MP) do IOF.
A divisão desse pacote foi decidida após uma reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início da semana.
O plano do governo está dividido em três etapas: corte de despesas, revisão de isenções e aumento da arrecadação sobre apostas (bets), fintechs e juros sobre capital próprio.
Haddad apontou que existe maior apoio para aprovar o corte de R$ 15 bilhões em gastos, enquanto a parte relativa ao aumento de receita tende a enfrentar resistência no Congresso.
Hugo Motta confirmou que a Câmara avançará nas medidas relativas ao corte de despesas já na próxima semana, mas o projeto que trata da revisão das isenções tributárias ficará para um momento posterior.
“Isenções ainda não, ficará mais para a frente um pouco. Mas queremos avançar”, declarou Motta após reunião com líderes partidários, sem informar a data exata da votação.
A decisão de pautar o projeto foi confirmada a TV Globo por Motta e inicialmente divulgada pelo blog do Valdo Cruz, do g1.
O governo busca alternativas para recompor os recursos do Orçamento de 2026, enfrentando dificuldades no Congresso.
Recentemente, deputados não aprovaram uma MP que previa maior arrecadação para equilibrar o orçamento, fazendo com que a medida perdesse validade.
Essa MP era uma tentativa de substituir o decreto derrubado que previa aumento no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Após mais uma negativa do Legislativo, o governo optou por dividir o pacote em três partes.
Essa decisão foi tomada após reunião entre Fernando Haddad e o presidente Lula no começo da semana.
Na terça-feira (21), Haddad disse a jornalistas que havia mais apoio para aprovar as medidas de corte de gastos de R$ 15 bilhões, mas a parte do aumento de receita, que totaliza R$ 20 bilhões, enfrentaria maior resistência.
Créditos: g1