Moraes e Castro discutem letalidade policial após 121 mortes no Rio
O ministro Alexandre de Moraes e o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, reuniram-se no Centro Integrado de Comando e Controle para discutir a letalidade policial no estado. O encontro, parte da ADPF das Favelas, ocorreu após uma megaoperação policial nos Complexos do Alemão e da Penha, que resultou em 121 óbitos. Moraes determinou a preservação integral dos documentos relacionados a essa operação, que é a mais letal da história do Rio.
Ambos chegaram de helicóptero ao local da reunião, que aconteceu em ambiente fechado e teve duração aproximada de duas horas e meia. A audiência teve como objetivo acompanhar o cumprimento das diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em relação às atividades policiais.
Além de Moraes e Castro, participaram do encontro o secretário de Segurança, Victor Santos; o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes; o secretário da Polícia Civil, Felipe Curi; o diretor da Superintendência-Geral de Polícia Técnica Científica, Waldyr Ramos; o secretário de Polícia Judicial, Marcelo Schettini; o assessor do ministro Alexandre de Moraes, Wellington Macedo; o diretor do Instituto Médico-Legal, André Luís Medeiro; o procurador-geral do Estado, Renan Miguel Saad; e o representante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Antonio Edilio.
A assessoria de imprensa do STF informou que apenas os nomes constantes no despacho que convocou a audiência foram autorizados a participar da agenda. Segundo relatos, é praxe que os participantes dessas reuniões sejam previamente aprovados pelos magistrados. A única exceção foi a presença de Antonio Edilio, que não constava no despacho, mas teve autorização para participar.
Após o término da reunião, Moraes e Castro almoçaram no Palácio Guanabara, localizado em Laranjeiras. Em seguida, o ministro seguiu de helicóptero para o Tribunal de Justiça do Rio, no Centro da cidade.
Na semana anterior, Moraes havia determinado a preservação e a documentação completa de todos os materiais relacionados à operação policial, incluindo a manutenção das perícias e das cadeias de custódia correspondentes, atendendo a pedido da Defensoria Pública da União (DPU).
Créditos: O Globo