Polícia Civil identifica 115 mortos em operação no Alemão e Penha
A Polícia Civil do Rio identificou 115 dos 117 suspeitos mortos durante a grande operação nos complexos do Alemão e Penha. Apenas dois casos não tiveram perícia conclusiva e ainda estão em processo de identificação. Conforme divulgado pelo blog Segredos do Crime, a lista inclui os nomes e os crimes atribuídos a esses indivíduos.
Dos 115 identificados, 62 eram de outros estados, com destaque para Pará (19), Amazonas (9), Bahia (12) e Goiás (9), segundo informações oficiais. Entre os crimes imputados, há homicídio, tráfico de drogas, roubo, associação criminosa, porte ilegal de armas, corrupção ativa e estupro coletivo.
Pelo menos 44 mortos estavam ligados ao tráfico de drogas, incluindo associações relacionadas a esse crime. Vinte e três eram investigados por homicídios. Há ainda dois casos de estupro entre os identificados. Muitos acumulavam mais de uma acusação criminal, incluindo homicídio e tráfico de drogas.
O governador Cláudio Castro ressaltou que, entre os mortos que resistiram à abordagem policial, havia vários líderes criminosos, inclusive de outros estados, como chefes do tráfico do Espírito Santo, Amazonas, Bahia e Goiás. Ele destacou a importância de ações coordenadas para conter a expansão do Comando Vermelho e enfrentar criminosos perigosos.
O secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, informou que a lista não encerra as investigações e que todos os resultados estão sendo documentados para garantir transparência e legalidade. Os relatórios serão entregues aos órgãos competentes.
Curi salientou que os poucos suspeitos neutralizados que não possuíam antecedentes criminais ou imagens associadas a facções criminosas não eram inocentes. Se não tivessem reagido, teriam sido presos por porte de armas e explosivos e tentativa de homicídio contra policiais, entre outros crimes, e assim foram retirados do anonimato.
O secretário de Polícia Militar, Coronel Marcelo de Menezes, afirmou que os confrontos aconteceram principalmente em áreas de mata. A estratégia policial foi empurrar os criminosos para áreas fora das áreas habitadas, preservando a segurança da população. Os maiores enfrentamentos ocorreram nessas áreas, onde quem estava em confronto era criminoso.
Além dos mortos, quatro suspeitos foram presos, conforme informado pelo secretário de Segurança do país, Omar García Harfuch.
Créditos: O Globo