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09:09

Trump sofre primeiras derrotas eleitorais significativas nos EUA

O jornal britânico The Guardian descreveu os recentes resultados eleitorais nos Estados Unidos como “uma surra em Donald Trump”. Já o The New York Times destacou que “a reação chegou”.

Quase completando um ano desde sua eleição presidencial, Trump enfrentou uma onda de derrotas nas urnas na noite passada. Esses resultados indicam o descontentamento com suas políticas e a organização de uma resistência contra o desmonte do sistema democrático americano. No entanto, Trump afirmou que não era ele quem estava sendo avaliado nas eleições, justificando assim as derrotas de seus aliados.

Em Nova York, a vitória do socialista democrático Zohran Mamdani quebrou a narrativa de Trump sobre amplo apoio a suas políticas de deportação. A derrota na maior cidade do país não foi o único sinal negativo para Trump.

Na Virgínia, Abigail Spanberger alcançou o melhor desempenho democrata recente no estado, tornando-se a primeira mulher governadora. Ex-agente da CIA, ela obteve mais de 64% dos votos em algumas regiões, atraindo eleitores insatisfeitos com demissões de funcionários públicos promovidas por Trump. Sua vitória também ajudou o democrata Jay Jones a conquistar o posto de procurador-geral.

Em Nova Jersey, Mikie Sherrill impediu a eleição do aliado de Trump, Jack Ciattarelli, que havia vencido em 2021. Analistas consideram esse estado um termômetro mais preciso do sentimento nacional do que Nova York, considerada uma “ilha política” dos EUA.

O voto latino foi central na eleição: em 2024, surpreendeu apoiando fortemente Trump, mas agora Sherrill conquistou 64% dos votos latinos contra 32% de Ciattarelli, reflexo da insatisfação com a política de deportações. Entre eleitores negros, nove em cada dez apoiaram a democrata.

Na Califórnia, os eleitores aprovaram uma medida para redistribuir distritos eleitorais com objetivo de fortalecer os democratas na disputa pelo controle da Câmara em 2025. Na Pensilvânia, juízes democratas da Suprema Corte estadual foram reeleitos, garantindo a manutenção da maioria progressista no tribunal.

Esse resultado fortalece o governador Gavin Newsom, que pode se lançar como candidato contra os republicanos em 2028.

Em Maine, os eleitores rejeitaram uma proposta republicana que dificultaria o voto, com exigência de documento de identidade com foto, restrições ao uso de urnas para devolução de cédulas e mudanças no sistema de votação por correspondência.

Defensores diziam que a proposta protegeria as eleições contra fraudes, mas democratas a viram como uma tentativa de limitar o voto, especialmente de pessoas com deficiência, idosos e trabalhadores. Ken Martin, presidente do Comitê Nacional Democrata, afirmou que isso restringiria o voto por correspondência. O tema ocorre num momento em que Trump pressiona por mais restrições eleitorais.

Em busca de sua nova identidade após a derrota para Trump, os democratas focaram suas campanhas nos custos de vida dos americanos, utilizando críticas ao presidente como plataforma. Alexandria Ocasio-Cortez, deputada de Nova York, afirmou que a mensagem democrata atrai a população interessada no rumo da atual administração.

Créditos: UOL

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