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ONU cobra plano imediato do governo Lula para corrigir falhas na COP30 em Belém

A Organização das Nações Unidas (ONU) encaminhou uma carta ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva criticando falhas de segurança e infraestrutura na COP30, realizada em Belém. Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), apontou invasões, portas desprotegidas e efetivo de segurança insuficiente, além de exigir a formulação urgentemente de um plano para resolver esses problemas.

Os desafios incluem ainda o clima quente, inundações e dificuldades logísticas que têm prejudicado a participação de pequenas nações e a eficácia do evento. O secretário da UNFCCC relatou um incidente na noite de terça-feira, quando aproximadamente 150 manifestantes invadiram o local da conferência, causando danos e ferindo seguranças, enquanto as forças de segurança presentes não agiram.

Na carta enviada às autoridades brasileiras, Stiell apontou diversas vulnerabilidades na segurança, como portas abertas sem vigilância e ausência de garantias de resposta às invasões, apesar dos acordos firmados com o Brasil. Ele classificou as falhas como uma séria violação da estrutura de segurança prevista e questionou se o país está cumprindo suas obrigações como anfitrião e presidente da COP30.

A Casa Civil respondeu afirmando que não participou das decisões referentes às ações das forças de segurança diante dos protestos e destacou que todas as solicitações da ONU têm sido atendidas. Ela informou, ainda, que foram ampliadas as medidas de segurança e o espaço intermediário entre as zonas de segurança do evento.

Stiell também chamou atenção para problemas estruturais que afetam o evento, como temperaturas elevadas e ar-condicionado inadequado, situação que já provocou problemas de saúde relacionados ao calor entre delegados. As fortes chuvas causaram infiltrações na estrutura do local, trazendo riscos elétricos à segurança.

Adicionalmente, dificuldades logísticas e infraestrutura precária, como a falta de acomodações acessíveis para delegações de pequenos países, são apontadas como obstáculos à participação plena e ao bom andamento das negociações na cúpula.

O presidente Lula reforça que sediar a COP30 na Amazônia é essencial para evidenciar as mudanças climáticas, apesar dos desafios enfrentados na cidade de Belém, que incluem altos índices de pobreza e infraestrutura limitada. Durante o evento, delegados relataram falta de água nos banheiros, calor excessivo, pavilhões incompletos, filas longas para alimentação e um sistema de pagamento com cartão pré-pago que requer comprovação de identidade para reembolso.

Stiell destacou preocupações dos países membros sobre as condições precárias dos escritórios das delegações, que em muitos casos não atendiam aos padrões estabelecidos e estavam em condições inadequadas para uso.

Em resposta às críticas, o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, afirmou que os problemas citados foram solucionados e que houve melhorias no sistema de climatização do evento. A Casa Civil detalhou as ações adotadas para fortalecer a segurança, corrigir falhas estruturais e melhorar a climatização, além de afirmar que não houve alagamento do local, apenas ocorrências localizadas como goteiras, prontamente reparadas.

Todos esses pontos têm sido monitorados e ajustados diariamente em conjunto com a UNFCCC, buscando a continuidade da correção dos desafios inerentes a esta conferência de grande porte.

Créditos: O Globo

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