Explosão em depósito ilegal de fogos no Tatuapé causa morte e interdições
Uma explosão em um depósito irregular de fogos de artifício no bairro do Tatuapé, em São Paulo, resultou na morte do proprietário e deixou dez pessoas feridas. A Defesa Civil interditou 21 imóveis nas proximidades. O local funcionava sem alvará, em uma zona residencial, contrariando a legislação vigente.
O incidente, ocorrido por volta das 19h do dia 13 de novembro, causou danos significativos, levando à interdição temporária de vias próximas. O imóvel que explodiu ficou completamente destruído.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o estabelecimento não possuía autorização para produção ou armazenamento de fogos de artifício. A capitã Karoline Magalhães destacou que o local se tratava originalmente de uma residência, onde não é permitido o manuseio ou estoque desse tipo de material devido às normas que exigem distância segura de áreas residenciais e comerciais.
O homem que morreu no local, Adir de Oliveira Mariano, é apontado como o principal suspeito do armazenamento clandestino dos fogos. Além dele, dez pessoas que estavam em seis residências vizinhas também foram afetadas, sendo que seis sofreram ferimentos leves.
Entre as vítimas, uma mulher apresentou traumatismo cranioencefálico e foi internada, mas não corre risco de morte. Seu filho, de 19 anos, teve escoriações na mão.
A Defesa Civil de São Paulo informou que 12 imóveis foram interditados totalmente e 11, parcialmente. Os moradores foram acolhidos por familiares durante o período.
No total, 13 viaturas e 27 bombeiros participaram do atendimento às vítimas e do controle do incêndio. O material remanescente foi recolhido para evitar novos riscos.
A Secretaria de Segurança Pública relatou que a explosão atingiu imóveis vizinhos, derrubou estruturas metálicas e danificou vários veículos estacionados na área, além de provocar a interdição temporária da Avenida Salim Farah Maluf para segurança das equipes.
Algumas vítimas foram encaminhadas ao Hospital Nipo-Brasileiro, enquanto outras receberam atendimento em unidades próximas ou no local do acidente.
Durante os trabalhos, o Esquadrão de Bombas do GATE encontrou um corpo carbonizado entre os escombros, confirmado como sendo do suspeito. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar as causas da explosão, registrando o caso como explosão, crime ambiental e lesão corporal no 30º Distrito Policial. A perícia foi solicitada e o exame necroscópico será realizado pelo Instituto Médico-Legal.
A Secretaria ressaltou que o armazenamento ilegal de explosivos representa um grave risco à população e que medidas estão sendo tomadas para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos.
Créditos: O Globo