Prefeito do Rio chama chanceler alemão de nazista após críticas a Belém na COP 30
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, utilizou termos fortes contra o chanceler alemão Friedrich Merz, chamando-o de “nazista” e “filhote de Hitler” após Merz criticar a cidade de Belém, sede da COP 30. Contudo, Paes apagou a publicação logo após o comentário. Merz havia afirmado que os jornalistas que o acompanharam durante a Cúpula de Líderes ficaram contentes em retornar à Alemanha.
Paes escreveu no X que, segundo seus amigos Igor Normando, prefeito de Belém, e Hélder Barbalho, governador do Pará, Merz seria um “filhote de Hitler”, além de usar os termos “vagabundo” e “nazista”. Depois, o prefeito pediu tranquilidade ao Itamaraty e ressaltou a amizade entre Brasil e Alemanha.
O presidente Lula respondeu às declarações de Merz, sugerindo que ele deveria ter aproveitado a culinária e a cultura paraenses, incluindo danças típicas e o prato maniçoba, para formar uma visão diferente do estado do Pará e de Belém.
O governador Helder Barbalho também reagiu, classificando o comentário como discurso preconceituoso vindo de um país que tem responsabilidade no aquecimento global. Igor Normando declarou que a opinião do chanceler não representa o sentimento da maior parte da população mundial em relação à cidade.
Na política, Duda Salabert, deputada federal, chamou a fala do chanceler de vergonhosa, enquanto Guilherme Cortez, deputado estadual, a qualificou como infeliz. Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, defendeu o Brasil, destacando sua beleza natural e criticando a destruição de ecossistemas para aparentar grandiosidade.
Por outro lado, parlamentares da oposição aproveitaram a polêmica para criticar a gestão do presidente Lula em relação à conferência. Nikolas Ferreira afirmou que o episódio expõe o Brasil a uma vergonha mundial. Flávio Bolsonaro qualificou Lula como irresponsável, acusando-o de prejudicar a imagem do Brasil internacionalmente e de gastar recursos públicos desnecessariamente.
Créditos: O Globo