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Operação policial na Vila Kennedy deixa pelo menos duas mortes no Rio

Pelo menos duas pessoas morreram durante uma operação policial realizada nesta quarta-feira, 19, na Vila Kennedy, localizada na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Outras duas pessoas ficaram feridas no confronto, de acordo com um balanço parcial da ação.

Esta operação é um desdobramento da chamada “Contenção”, que ao final de outubro resultou em mais de 120 mortes nas regiões do Alemão e Penha. O caso está sob investigação no âmbito da ADPF das Favelas, no Supremo Tribunal Federal.

Dessa vez, as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, coordenadas por Cláudio Castro (PL), informaram que o alvo são pessoas envolvidas em roubos e desmanches de veículos, que constituiriam uma das fontes de financiamento do Comando Vermelho (CV), facção criminosa que é o principal foco da operação Contenção.

Além disso, a ação pretende desmantelar uma base usada pela organização criminosa para expandir seu território. Segundo as investigações, a Vila Kennedy seria um ponto-chave na disputa pelo controle da Zona Oeste entre o CV, milícias e outras facções rivais.

Conforme a Polícia Civil, oito pessoas foram presas nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira. O balanço divulgado por volta das 7h30 confirmou ainda a apreensão de dois fuzis e uma pistola.

Em nota, a corporação relatou a apreensão de uma “grande quantidade de drogas” em uma escola da região. O comunicado destacou que isso reforça a prática recorrente da facção em utilizar escolas como bunkers para dificultar a ação das forças de segurança.

Devido à operação, pelo menos 25 linhas de ônibus que circulam pelo Rio de Janeiro tiveram seus itinerários afetados.

Na terça-feira anterior, a Polícia do Rio já havia realizado uma nova fase da operação contra o CV, que resultou na prisão de 16 pessoas, incluindo o homem apontado como o “mentor das barricadas”.

Cosme Rogério Ferreira Dias, dono de empresas de reciclagem, seria o principal financista da construção dos obstáculos usados pela facção para impedir a circulação nas comunidades sob seu domínio. Os investigadores afirmam ainda que ele usava essas empresas para lavar dinheiro proveniente do crime.

Créditos: CartaCapital

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