Lula busca na COP30 um acordo significativo para chamar de seu
O presidente Lula (PT) voltou à COP30 com a expectativa de alcançar um resultado que possa ser considerado uma conquista pessoal, preferencialmente um triunfo. No entanto, o que prevalece até agora na conferência é o tradicional impasse sobre a obtenção de recursos financeiros para apoiar projetos de proteção ambiental.
O desafio principal consiste em fazer com que países com realidades e interesses muito diferentes em todo o mundo assumam compromissos para limitar o uso dos combustíveis fósseis e, mais importantes, que esses compromissos sejam cumpridos.
Até este momento, a COP30 tem sido marcada por discursos grandiosos sem efeitos práticos significativos, inclusive os do próprio presidente brasileiro, que nesta quarta-feira (19) dedicou-se a ensinar o mundo, se elogiar e declarar que promoveu a melhor conferência já realizada, mesmo antes do término do evento.
O governo brasileiro pretende inserir na declaração final do encontro uma referência a um “mapa do fim do petróleo”, cuja definição permanece bastante vaga, proposta por uma administração que autorizou a exploração petrolífera poucos dias antes.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou um aporte adicional para o Fundo da Floresta para Sempre, proveniente da Alemanha. Entretanto, o chanceler alemão Friedrich Merz gerou controvérsia ao criticar a cidade de Belém após passar vinte horas lá.
Merz não confirmou oficialmente se aportará recursos financeiros de Berlim, cuja importância, segundo Lula, não chega a 10% da da capital paraense.
O dirigente alemão enviou a Lula um “Schöne Grüße”, que significa “um abraço” em tradução livre, deixando a interpretação a cargo de cada um.
Créditos: CNN Brasil