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19:07

Incêndio atinge pavilhão cultural na COP30 e mobiliza ativistas climáticos

O pavilhão Climate Live: Entertainment + Culture, que utiliza a arte para enfrentar desafios climáticos, foi severamente atingido por um incêndio na zona azul da COP30, em Belém, na quinta-feira (20).

Frances Fox, fundadora do movimento Climate Live, descreveu o fogo como “aterrorizante” e relatou que sentia o calor na pele enquanto estava no pavilhão.

Na semana anterior, o local recebeu a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e da primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja.

Fox estava se preparando para uma sessão quando ouviu gritos anunciando o fogo. Ela observou as chamas se espalharem rapidamente pelos materiais da zona azul.

A ativista espera que o incidente sirva de alerta para os líderes mundiais presentes na COP, incentivando-os a agirem com empatia em nome das pessoas na linha de frente da crise climática.

Gabriel Mendes, coordenador brasileiro do movimento, relatou que o incêndio começou durante um painel que discutia a falta de políticas públicas em territórios periféricos. Quando as chamas surgiram, a energia caiu, o que gerou uma analogia realista sobre a negligência estrutural vivida em favelas e periferias.

Os palestrantes deixaram o palco rapidamente, ajudando a garantir a segurança do público. Mendes comentou que o fogo transformou a COP30, de um evento internacional, para um símbolo dos desafios enfrentados diariamente por muitas comunidades periféricas.

O pavilhão foi destruído pelo fogo, mas, segundo ele, a força da causa permanece intacta.

Samuel Rubin, cofundador do pavilhão, afirmou que, mesmo com o espaço dedicado à cultura reduzido a cinzas, o compromisso com a centralidade da cultura na ação climática continua firme.

Ele apontou que nenhum dos textos da COP30, até então, incluem o papel da cultura na ação climática, destacando a necessidade de os negociadores revisarem os documentos antes do encerramento da conferência.

Créditos: Folha de S.Paulo

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