Ismael Lopes, agredido em vigília pró-Bolsonaro, é do grupo evangélico da primeira-dama Janja
Ismael Lopes, que foi agredido durante uma vigília em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no sábado, 22 de novembro de 2025, faz parte do mesmo grupo evangélico da primeira-dama Janja da Silva. A Frente Evangélica pelo Estado de Direito, da qual ele é integrante, é um movimento político dedicado a promover a justiça social e defender integralmente os direitos de todos os cidadãos.
Essa frente atua contra violações de direitos e luta pela permanência e manutenção do Estado democrático de direito.
Após as agressões, Ismael explicou que sua intenção era fazer uma fala baseada na palavra de Deus para tentar acabar com a manipulação da fé cristã que, segundo ele, é usada para defender pessoas que atentaram contra a nação.
Nas redes sociais, Lopes aparece como representante da Frente durante o Conselho de Participação Social da Presidência da República, em 17 de agosto. O evento discutiu estratégias para a COP30 e temas segmentados por comissão.
Por volta das 20h10, ele pediu para discursar. Ao lado de Flávio Bolsonaro (PL), leu uma passagem bíblica citando que “quem cava covas por elas será engolido” e afirmou que Jair Bolsonaro “abriu 700.000 covas na pandemia”.
Imediatamente, o microfone de Lopes foi retirado por apoiadores da vigília, que o empurraram, dando início a uma perseguição. A situação foi contornada por policiais militares que usaram spray de pimenta.
Antes de ser conduzido a um carro de aplicativo, Ismael falou à imprensa afirmando que sua fala buscava “acabar com a instrumentalização que eles [apoiadores de Bolsonaro] fazem”.
Ele se apresentou como representante da Frente de Evangélicos, um movimento religioso presente em 19 Estados.
Nos últimos meses, a primeira-dama Janja ampliou sua interlocução com setores religiosos por meio da Frente Evangélica pelo Estado de Direito. Um dos eventos recentes foi na COP30, quando esteve ao lado do ministro Guilherme Boulos (PT) no lançamento de uma cozinha sustentável.
A organização da Frente informa que seus integrantes participaram de diferentes agendas sociais e debates de políticas públicas, com o objetivo de aproximar o movimento do governo federal em temas relacionados à proteção de grupos vulneráveis.
Durante a eleição de agosto de 2022, a Frente declarou apoio ao ex-presidente Lula e publicou uma nota classificando Bolsonaro como “representação do Anticristo”.
O texto criticava as políticas negacionistas do governo anterior durante a pandemia, o aumento da fome no país e a liberação desenfreada de armas de fogo, razões apontadas para essa classificação ao ex-chefe do Executivo.
Créditos: Poder360