Política
20:03

STF autoriza visitas dos filhos a Bolsonaro na Superintendência da PF em Brasília

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a visita dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro na sala especial onde ele está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A decisão, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, permite que Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro, e Flávio Bolsonaro, senador pelo mesmo estado, façam visitas nesta terça-feira, das 9h às 11h, com encontros de 30 minutos em horários distintos.

Jair Renan Bolsonaro, vereador de Balneário Camboriú, também foi autorizado a visitar o pai, com visita agendada para quinta-feira no mesmo horário e tempo máximo de 30 minutos. Esses pedidos foram feitos pela defesa de Bolsonaro, que buscava ampliar o acesso familiar ao ex-presidente.

Michelle Bolsonaro esteve na tarde de domingo na unidade às 15h, com autorização concedida por Moraes, e permaneceu cerca de 1h50 na sala de 12 metros quadrados onde Bolsonaro cumpre prisão preventiva, que conta com cama, frigobar e ar-condicionado. Após a saída de Michelle, fotógrafos registraram o ex-presidente circulando por um corredor interno da superintendência.

A Polícia Federal foi questionada sobre a razão da saída temporária de Bolsonaro, mas não forneceu esclarecimentos até o momento.

Também esteve presente na Superintendência a médica que prescreveu os medicamentos indicados pela defesa como causas de um suposto surto psicótico. Conforme os advogados, Bolsonaro teria tentado romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda na madrugada de sábado, em um episódio de confusão mental.

A defesa relatou ao STF que o ex-presidente apresentou pensamentos persecutórios e distanciamento da realidade após o uso combinado de diversos medicamentos. O ministro Moraes concedeu o prazo de 24 horas para que os advogados explicassem a tentativa de remoção da tornozeleira eletrônica, um dos fundamentos para a prisão preventiva, convertida no domingo pela juíza auxiliar do gabinete.

Os advogados requerem o retorno de Bolsonaro à prisão domiciliar e a revisão da manutenção da prisão preventiva.

A tensão entre manifestantes pró e contra Bolsonaro acabou motivando intervenção da Polícia Militar, que utilizou spray de pimenta para dispersar os grupos.

Créditos: cbn.globo

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