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Allan dos Santos critica Michelle Bolsonaro por postura em evento político

O jornalista e blogueiro Allan dos Santos criticou na segunda-feira (1º de dezembro de 2025) a postura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ele afirmou que ela “está cagando” para o ex-presidente, que está preso na Superintendência da Polícia Federal desde 22 de novembro.

Os três filhos mais velhos de Bolsonaro — Flávio, Eduardo e Carlos — também reprovaram a atitude de Michelle após ela se posicionar contra a articulação com Ciro Gomes (PSDB) e defender Eduardo Girão (Novo) para o governo do Ceará, em evento realizado em Fortaleza.

“Os irmãos todos estão putos. Eles sabem muito bem o que está por trás disso”, declarou Allan durante o programa Conversa Timeline.

Ele explicou que Michelle não tem aval dos filhos para falar sobre esses assuntos. “Ela não estava quando o Bolsonaro foi preso. Está viajando o Brasil como se Bolsonaro já estivesse morto. Ela está cagando para o Bolsonaro”, afirmou.

Complementou ainda que enquanto os filhos tentam manter Bolsonaro “vivo”, Michelle está agindo de forma contrária.

De acordo com apuração do Poder360, a direção do PL avalia que Michelle precisa alinhar sua comunicação às decisões do diretório nacional para evitar impressão de desarticulação interna. O partido decidiu interromper negociações com Ciro Gomes após reunião emergencial.

Em resposta, Michelle publicou uma nota dizendo que respeita a opinião dos enteados, porém pensa diferente e tem direito de expressar seus pensamentos com liberdade e sinceridade.

Allan dos Santos, que reside nos Estados Unidos, enfrenta prisão preventiva e pedido de extradição determinados em outubro de 2021 pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele é acusado de lavagem de dinheiro, organização criminosa e incitação aos crimes de calúnia e difamação. Allan nega as acusações e afirma que é alvo de censura.

Por solicitação de Moraes, Allan foi incluído na lista vermelha da Interpol. Em março de 2025, autoridades americanas e o Departamento de Estado dos EUA consideraram que as evidências apresentadas pelo STF não eram suficientes para justificar a extradição.

Créditos: Poder360

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