Saúde
15:06

Linfoma de Hodgkin: o câncer que causou a morte da influenciadora Isabel Veloso

O linfoma de Hodgkin é um câncer que se desenvolve no sistema linfático, que é responsável pela defesa do corpo. Essa doença pode aparecer em qualquer idade, mas é mais comum em adultos jovens e em pessoas acima dos 60 anos. Frequentemente, seu início se manifesta por ínguas indolores no pescoço, axilas ou virilha, o que pode dificultar um diagnóstico rápido.

A confirmação do linfoma acontece por meio da biópsia do linfonodo, seguida de exames que avaliam a extensão da doença. O tratamento principal é a quimioterapia, que apresenta altas taxas de cura quando é iniciada cedo.

A influenciadora Isabel Veloso, que tinha 19 anos, faleceu vítima desse tipo de linfoma. A informação foi confirmada por seu marido, Lucas Borbas, nas redes sociais.

Esse câncer surge a partir de células do sistema imunológico e pode mostrar sinais discretos no começo, como o surgimento de ínguas indolores. O linfoma pode evoluir silenciosamente porque afeta estruturas espalhadas pelo corpo. Isabel, por exemplo, apresentou nódulos no pescoço e no tórax.

O sistema linfático é composto por vasos e linfonodos distribuídos pelo corpo, além de órgãos como o baço e o timo, e é importante para a produção e circulação das células de defesa, além de ajudar no equilíbrio dos líquidos do organismo.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o linfoma de Hodgkin começa quando células do sistema linfático se multiplicam de forma desordenada, formando tumores principalmente nos linfonodos. Um diferencial desse câncer é a presença das células de Reed-Sternberg, células alteradas que crescem de maneira anormal e que funcionam como uma “assinatura” da doença nos exames.

Essas células são identificadas na biópsia do linfonodo e confirmam o diagnóstico do linfoma de Hodgkin, o que é decisivo para o tipo de tratamento.

O linfoma pode aparecer em qualquer idade, com dois picos principais: adultos jovens e pessoas acima dos 60 anos. Não há um fator de risco único, mas alguns casos têm relação com alterações no sistema imunológico, histórico familiar ou infecções prévias, como pelo vírus Epstein-Barr, embora muitos casos não tenham causa clara.

O sintoma mais comum é o aumento dos linfonodos, percebido como caroços geralmente indolores, localizados no pescoço, axilas ou virilha. Outras manifestações menos frequentes incluem uma coceira persistente sem lesões na pele.

Por não causarem dor, esses caroços podem ser ignorados ou atribuídos a infecções comuns. Com o avanço da doença, outros sintomas aparecem, como febre, suores noturnos e perda de peso inexplicada. A persistência desses sinais por semanas indica necessidade de investigação médica.

O diagnóstico é confirmado pela biópsia do linfonodo suspeito, que consiste na retirada parcial ou total do gânglio para análise laboratorial.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o linfoma de Hodgkin é dividido em dois grandes grupos, e após o diagnóstico, exames de imagem são realizados para determinar a extensão da doença, o chamado estadiamento, fundamental para o planejamento do tratamento.

O tratamento do linfoma de Hodgkin revolucionou a oncologia moderna. Antes tratado como incurável até as décadas de 1960 e 1970, os avanços na poliquimioterapia melhoraram significativamente os resultados ao longo do tempo.

Hoje, o tratamento baseia-se principalmente na combinação de quimioterapia, com ou sem radioterapia. Os avanços recentes foram mais graduais, pois os resultados já eram bastante eficazes.

Se o tratamento inicial não for suficiente ou a doença retornar, outras opções podem ser indicadas, como anticorpos monoclonais, quimioterapia de alta dose seguida de transplante de medula óssea e, em casos específicos, terapias celulares avançadas como a terapia CAR-T cell.

Na terapia CAR-T cell, as células de defesa do próprio paciente são modificadas em laboratório para atacar o câncer. Essa terapia não é usada na primeira linha e geralmente ocorre em centros especializados para casos resistentes ou recidivados.

Durante o tratamento, podem ocorrer efeitos colaterais como queda de cabelo, náuseas, fadiga e aumento do risco de infecções, normalmente temporários e acompanhados de perto pela equipe médica.

O linfoma de Hodgkin está entre os cânceres com maior taxa de cura na oncologia, principalmente se diagnosticado precocemente. Muitos pacientes alcançam remissão completa com o tratamento inicial, mas o acompanhamento médico continuado é essencial para monitorar possíveis recidivas e efeitos tardios do tratamento.

Embora os sintomas possam ser semelhantes, é importante diferenciar o linfoma de Hodgkin dos linfomas não-Hodgkin, que apresentam comportamento clínico e evolução diferentes, podendo exigir tratamentos variados dependendo do subtipo.

A identificação do tipo celular no exame da biópsia é crucial para definir o nome, o desenvolvimento esperado da doença, as alternativas terapêuticas e a resposta ao tratamento, tornando essa diferenciação fundamental no cuidado do paciente.

Créditos: g1

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