Fátima Bezerra admite outras opções além de Cadu para eleição indireta no RN

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), declarou que considera “outras opções” para a eleição indireta além do secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT). Em um café da manhã com jornalistas nesta quarta-feira, 11, ela afirmou que Cadu é seu nome preferencial, mas poderá apresentar outro candidato caso haja resistência a ele.
“É legítimo que o PT possa indicar esse nome, já que foi o partido eleito em 2018 e 2022. O nome de Cadu foi colocado, mas ele sabe que trabalhamos com outras opções”, afirmou Bezerra.
A governadora não revelou os nomes alternativos, porém nos bastidores especula-se o deputado estadual Francisco do PT, atual líder do governo na Assembleia Legislativa. O deputado Vivaldo Costa (PV), que também era citado, descartou seu nome esta semana.
Durante o encontro no Complexo Cultural da Rampa, em Natal, Fátima confirmou sua intenção de disputar uma cadeira no Senado nas eleições de outubro, o que exige que renuncie ao governo até 4 de abril para cumprir a legislação eleitoral. O vice-governador Walter Alves (MDB) seria seu sucessor natural, mas ele também anunciou que não permanecerá no cargo para concorrer a deputado estadual.
Assim, a Assembleia Legislativa precisará realizar eleição indireta para eleger um governador e vice que completarão o mandato até 5 de janeiro de 2027.
Diante da resistência da oposição em apoiar um nome ligado ao governo, a governadora reconheceu que atualmente não possui os 13 votos necessários dos 24 deputados para eleger seu sucessor, mas está empenhada em reverter esse quadro. “Estamos intensificando as conversas, com minha participação direta junto ao núcleo político do governo”, disse.
Após o Carnaval, haverá uma reunião com os partidos aliados para definir a estratégia eleitoral do grupo para 2026, envolvendo não só os partidos da federação, mas toda a aliança.
Fátima comentou também sobre a decisão do vice-governador Walter Alves romper com o PT e apoiar a pré-candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), ao governo estadual. Para ela, Walter “cometeu um equívoco, se precipitou”.
Segundo Fátima, havia um acordo para que Walter assumisse o governo após sua renúncia e apoiasse o PT na candidatura. Ela afirmou ter sido “totalmente surpreendida” com a decisão do vice-governador, que nunca tinha admitido que poderia não assumir o cargo.
A governadora informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desejava que Walter governasse o estado e disputasse a reeleição com o apoio do PT.
Ela também relatou que a direção nacional do partido sente “muita decepção” com a escolha de Walter, que alterou abruptamente os planos combinados ao anunciar apoio ao adversário. “Cada um é responsável pelas escolhas que faz”, afirmou.
Além disso, Fátima revelou que a ruptura de Walter ocorreu enquanto ela auxiliava o MDB na formação da nominata para a Assembleia Legislativa, a pedido do presidente nacional do partido, Baleia Rossi, e do deputado federal Isnaldo Bulhões (AL).
A governadora disse ter participado da articulação para que o presidente da Assembleia, deputado estadual Ezequiel Ferreira, migrasse do PSDB para o MDB, mas essa mudança não ocorreu após Walter decidir concorrer a deputado estadual.
Créditos: Agora RN