Política
18:53

Prisão preventiva decretada para suspeito de perseguição a cabeleireiro em Natal

Prisão preventiva decretada para suspeito de perseguição a cabeleireiro em Natal

A Justiça do Rio Grande do Norte decretou na última sexta-feira (24) a prisão preventiva de Layrt Fernandes Monteiro de Morais. Ele é investigado por ameaças e perseguição contra o empresário e cabeleireiro Thalyson Salvino, com quem manteve um relacionamento e uma sociedade empresarial. Até o momento, Layrt não foi localizado e é considerado foragido, estando com mandado de prisão em aberto.

Segundo o empresário Thalyson Salvino, as ameaças começaram após o término do relacionamento, o qual também resultou no fim da sociedade empresarial criada entre eles. A defesa de Layrt alega que a sociedade ainda não foi formalmente dissolvida e contesta as acusações, negando descumprimento das medidas cautelares anteriores.

O caso ganhou atenção pública quando Layrt teria ido ao prédio onde Thalyson reside, em Natal, violando uma medida protetiva que exigia uma distância mínima de 200 metros entre ambos. A Polícia Militar foi acionada e chegou a deter o suspeito.

Após o episódio, as restrições foram ampliadas: a distância mínima aumentou para 500 metros e Layrt passou a ser obrigado a usar tornozeleira eletrônica. O Ministério Público solicitou a prisão preventiva, que foi aceita pela Justiça.

A Polícia Civil está em diligências para localizar o investigado. Até agora, o paradeiro de Layrt não foi divulgado.

Thalyson salvino usou as redes sociais para expor o caso, afirmando que sofre ameaças há cerca de três anos e manifestou medo pela própria segurança. Ele explicou que evitou falar publicamente para não interferir no andamento judicial, mas decidiu se manifestar após o incidente no seu prédio. O cabeleireiro afirmou que a medida protetiva também proibia Layrt de se aproximar de seus familiares e de seu local de trabalho.

Além disso, ao longo dos últimos três anos, Thalyson relata ter registrado episódios envolvendo ameaças de morte, perseguição, injúria, difamação, calúnia e stalking.

Em nota, a defesa de Layrt informou que o processo corre em segredo de Justiça e que já solicitou acesso total aos autos. O advogado Diego Ranier afirmou que, após análise da decisão judicial, adotará as medidas cabíveis e pediu que a divulgação do caso respeite o devido processo legal, evitando julgamentos antecipados de culpa.

Créditos: Tribuna do Norte

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