Perspectivas políticas indicam possível influência do PL na presidência da Assembleia

Antes mesmo da eleição, já se pode projetar como estará o plenário da Assembleia, com quatro bancadas principais: PL, PT, PP e União Brasil, sendo o PL dominante. Tucanos e peemedebistas saíram fragilizados, com apenas um terço de renovação. Caso Allyson Bezerra seja eleito, o próximo presidente poderá vir do PL.
Analistas destacam que uma aliança entre União Brasil e PL é possível, pois os partidos não apresentam divergências ideológicas. Com Allyson, ex-prefeito de Mossoró eleito, o PL terá força significativa, contando com uma bancada na Assembleia, o prefeito de Natal e o governador, além de boa relação com o PP e o PL locais. Contudo, mudanças políticas podem alterar esse cenário.
O prefeito Paulinho Freire, mesmo não saindo do União Brasil para apoiar Álvaro Dias, tem sua esposa Nina Souza, hoje vereadora e segunda deputada federal mais votada, filiada ao PL. O deputado Adjuto Dias, reeleito, e seu pai Álvaro Dias também compõem esse quadro. Assim como no âmbito nacional, onde o União Brasil não deve apoiar Lula, uma aliança entre União Brasil e PL é viável.
A política mistura ciência, arte e estratégia, transitando entre fatos e interpretações. Alguns observadores não descartam a possibilidade do PT apoiar Tomba Faria, apesar da retórica contrária atual, e a articulação do deputado Ezequiel Ferreira é considerada importante.
A sucessão na presidência da Assembleia, marcada para fevereiro, já está sendo articulada desde o início das movimentações para o governo. O vice-governador Walter Alves rompeu com o governo após quase quatro anos, acusando a gestão de Fátima Bezerra de tornar o Estado ingovernável, numa jogada clara para tentar sua ascensão. Fátima, no entanto, permaneceu no governo, entendendo que ele queria que ela renunciasse para disputar o Senado e ele assumir.
Na eleição, Fátima teve vitória com seus candidatos ao governo e Senado, enquanto Walter Alves foi derrotado. A gestão de Fátima segue firme e o aluizismo hoje não sofre mácula.
Outros destaques incluem a tensão antes das urnas entre Álvaro Dias e Paulinho Freire, com vereadores ligados a Paulinho votando em Zenaide Maia e a derrota do coronel Hélio por 15 mil votos. Em Natal, Álvaro Dias recebeu 165 mil votos (39,6%), Flávio Bolsonaro 196 mil (44,1%). O deputado Robinson Faria perdeu por 32 votos.
Na Quinta Cultural do Instituto Histórico, o professor Carlos Chesman da UFRN apresentará as evidências da chegada de Cabral no Brasil, confirmando tese de Lenine Pinto.
A natureza anuncia a primavera com a florada tardia do ipê rosa e, depois, das sucupiras. O filósofo melancólico Nino oferece reflexões sobre gratidão e as estratégias políticas próprias dos que lutam por cargos.
Abre-se a temporada política com previsões como a do bruxo Gilberto Kassab, que aposta na vitória de Lula no segundo turno e na possibilidade de Ronaldo Caiado ser seu único adversário viável.
A reeleição do senador Styvenson Valentim, com a maior votação e sem apoio de lideranças, evidencia a capacidade eleitoral da sociedade.
Por fim, Bruno Boghossian informou que Flávio Bolsonaro teria recebido indicação de que o ministro Kássio Nunes, do Supremo, poderia aceitar habeas corpus para revogar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
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