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Copa do Mundo e a Seleção Brasileira: Reflexões Sobre Craques Ausentes e Convocações

Copa do Mundo e a Seleção Brasileira: Reflexões Sobre Craques Ausentes e Convocações

Pela segunda vez na história dos Mundiais, cada seleção teve a possibilidade de inscrever 26 jogadores. Contudo, essa vantagem pouco vale diante de uma geração com poucos craques e um comando técnico contestado sob Carlo Ancelotti.

Até 2002, as convocações contavam com 22 jogadores, aumento para 23 entre 2002 e 2018, e a partir da pandemia da Covid-19, há quatro anos, foram permitidas 26 vagas devido ao calendário apertado.

Nas seletivas com 22 nomes, a expectativa para a lista final gerava tensões, alegrias e frustrações, com jogadores considerados certos ficando de fora e muitos surpresas entrando.

Em um exercício de imaginação, revisitei as Copas assistidas desde 1978, pensando nos craques que não foram convocados, mas que poderiam compor seleções de 26 integrantes.

Na Copa de 1978, o capitão Cláudio Coutinho causou controvérsia ao deixar de fora Paulo Roberto Falcão e preferir o zagueiro Chicão. Também optou por improvisar Edinho na lateral esquerda ao invés de levar Marinho Chagas, e excluiu Paulo César Caju. Paulo Isidoro também merecia um lugar.

Em 1982, apesar do futebol-arte comandado por Telê Santana, craques como o goleiro Leão, o meia Adílio, o centroavante Reinaldo e Mário Sérgio não foram convocados, embora tivessem talento para integrar a equipe.

Na Copa de 1986, Telê escolheu volantes mais defensivos e descartou o armador Pita, e também deixaram de ser chamados jogadores em destaque como Geovani, Renato Gaúcho e Roberto Dinamite.

Em 1990, o técnico Sebastião Lazaroni levou muitos zagueiros e atacantes, mas apenas dois meias criativos, e foram excluídos jogadores como Geovani, João Paulo, Júnior e André Cruz, que poderiam compor melhor o grupo com 26 convocados.

Para 1994, Parreira incluiu o meia Denner, que faleceu antes da Copa, e o discreto Paulo Sérgio, deixando de fora Rivaldo, Edmundo, Evair e Palhinha, jogadores de reconhecimento.

Na Copa de 1998, Zagallo convocou Junior Baiano em detrimento de Romário, e jogadores como Mauro Galvão, Luisão e Raí mereciam lugar. Em 2002, Romário foi novamente cortado, assim como Felipe, Djalminha, Alex e Amoroso.

Em 2006, havia espaço para Djalminha, Alex, o goleiro Marcos e Roque Júnior, mas não foram convocados. Em 2010, Dunga não chamou Neymar, Ganso, Ronaldinho Gaúcho e Adriano Imperador.

Desde 2014, a produção de craques brasileiros diminuiu muito, dificultando a formação das equipes de 22 ou 23 jogadores para as últimas Copas, refletindo um período de mediocridade comparado ao passado.

Portanto, se fosse permitida a inscrição de 26 jogadores em anos anteriores, muitas injustiças poderiam ter sido evitadas.

Neste momento, o Brasil enfrenta um jogo decisivo em uma Copa do Mundo, onde continuará ou será eliminado. Às 14 horas, a expectativa está alta, embora a equipe brasileira aparente não ter um time forte, confiando na tradição para avançar.

No cenário local, o ABC enfrenta o Altos com o objetivo de garantir sua permanência na briga por um retorno à Série C. O desempenho recente coloca o ABC em segundo lugar na Série D, uma competição com 96 clubes.

O ABC contará com um gramado impecável na Arena das Dunas e precisará caprichar no toque de bola para vencer.

Por fim, um dado curioso: a camisa oficial do ABC custa mais de 300 reais, valor comparável até a preços de camisas de times europeus como o Real Madrid.

Créditos: Tribuna do Norte

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