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08:20

Jogador do Bragantino critica árbitra mulher após derrota no Paulistão

Jogador do Bragantino critica árbitra mulher após derrota no Paulistão

Após a derrota por 2 a 1 para o São Paulo que resultou na eliminação do Red Bull Bragantino no Paulistão, o zagueiro Gustavo Marques expressou sua revolta com críticas agressivas à árbitra Daiane Caroline Muniz dos Santos.

Gustavo Marques agradeceu a Deus pela oportunidade e pelo gol que marcou, ressaltando que o time lutou em todas as partidas desde o início do campeonato. No entanto, admitiu que a equipe cometeu erros na derrota e chamou a atenção para a necessidade de levantar a cabeça, já que em breve enfrentarão jogos do Brasileiro.

Em declarações à árbitra, ele questionou sua capacidade para apitar uma semifinal devido a seu gênero, alegando que ela favoreceu o São Paulo. Segundo ele, apesar da grandeza do Red Bull Bragantino, a árbitra teria sido parcial e agido de forma antiprofissional.

O jogador destacou o sacrifício dos atletas e afirmou que a Federação Paulista de Futebol deveria reconsiderar a designação de arbitragem feminina para jogos deste porte, embora tenha declarado respeito às mulheres em geral. Ele voltou a expressar insatisfação com a atuação da árbitra, que segundo ele, cometeu erros desde o início do jogo sem aplicar os mesmos critérios para as duas equipes.

Com a eliminação do Paulistão, o Red Bull Bragantino concentra agora suas atenções no Brasileirão, tendo confronto marcado contra o Athletico-PR na próxima quarta-feira.

Em resposta às declarações machistas de Gustavo Marques, o clube se manifestou em defesa da árbitra e repudiou as falas do jogador, que já pediu desculpas pessoalmente à juíza no final da partida. A diretoria do clube informou que avaliará as providências disciplinares contra o atleta.

A Federação Paulista de Futebol (FPF) também se pronunciou e informou que encaminhará o caso ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) para avaliação das possíveis punições, ressaltando que ainda não há prazo para definição das sanções. A FPF destacou que Daiane Muniz não puniu o jogador, pois o episódio ocorreu após o apito final.

Em nota oficial, a FPF repudiou as declarações machistas, classificando-as como primitiva, preconceituosa e misógina, e afirmou ter orgulho de contar com árbitras em seu quadro. Reafirmou apoio às mulheres no futebol e condenou qualquer questionamento à capacidade de árbitros com base no gênero, comprometendo-se a garantir um ambiente justo e seguro para todas.

Créditos: Tribuna do Norte

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