Michelle Bolsonaro é a senadora mais votada da história do DF

Michelle Bolsonaro foi eleita senadora pelo Distrito Federal neste domingo (4), com 932.875 votos, conforme última atualização da reportagem. Seu mandato se estenderá até 2034.
Com essa votação, Michelle se torna a senadora mais votada na história da capital federal, superando inclusive a candidata à reeleição ao governo do DF, Celina Leão (PP). Até hoje, o recorde pertencia a Cristovam Buarque, eleito em 2010 com 833.480 votos, seguido por Reguffe, eleito em 2014 com 826.576 votos.
Desde a prisão de Jair Bolsonaro em 22 de novembro de 2025, Michelle dividiu sua agenda política com os cuidados ao esposo, que enfrenta problemas de saúde. Essa rotina se intensificou após 24 de março, quando Bolsonaro teve prisão domiciliar humanitária autorizada. Michelle é a única adulta autorizada a morar com ele, cuidando de sua medicação e alimentação.
Michelle também é a primeira ex-primeira-dama eleita para um mandato na história do Brasil. Natural de Ceilândia, a maior região administrativa do DF, ela passou de uma figura discreta no início do governo Bolsonaro em 2019 a uma importante líder feminina no Partido Liberal (PL).
Com o ex-presidente Jair Bolsonaro condenado e preso por conspiração golpista e proibido de disputar eleições, Michelle chegou a ser cogitada como possível candidata à Presidência.
Após engajar-se na campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2022, especialmente buscando o voto feminino e evangélico, ela assumiu a presidência nacional do PL Mulher, setor do partido dedicado às mulheres. Desde então, mobilizou a participação feminina da direita na política.
Antes de ser primeira-dama, destacou-se pela defesa de causas sociais, incluindo pessoas surdas e mudas.
Recentemente, a atuação política interna de Michelle no PL gerou atritos com a direção nacional do partido no Ceará, especialmente com seu enteado Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência.
Em junho, ela renunciou à presidência do PL Mulher devido a “tensões” derivadas da prisão de Jair Bolsonaro e “alterações de saúde”, chegando a considerar deixar o partido.
Michelle, evangélica, cresceu em uma família católica e converteu-se ainda na adolescência. No Rio de Janeiro frequenta a Igreja Batista Atitude, onde atua em projetos sociais. Anteriormente, participou da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, ligada ao pastor Silas Malafaia, que celebrou seu casamento com Jair Bolsonaro em 2013.
Sua relação com Jair Bolsonaro começou em 2007, quando ela era secretária parlamentar na Câmara dos Deputados em Brasília. Pouco depois, foi convidada a trabalhar no gabinete dele na mesma função, mas foi exonerada em 2008 por decisão do Supremo Tribunal Federal contra nepotismo na administração pública.
Durante o mandato de Jair Bolsonaro, Michelle foi citada no inquérito sobre suposta apropriação e venda ilegal de joias presentes da Arábia Saudita. A Polícia Federal não a indiciou, por ausência de provas sobre seu conhecimento das negociações.
Créditos: g1