Paraná propõe auxílio de R$ 50 mil para famílias após tornado; FGTS deve ser liberado
O governo do Paraná apresentou um projeto à Assembleia Legislativa visando conceder até R$ 50 mil em auxílio para famílias que perderam suas casas devido a um tornado em Rio Bonito do Iguaçu. Simultaneamente, o governo federal trabalha para liberar o FGTS aos trabalhadores afetados.
Após a tragédia, que resultou em seis mortes e muitos desalojados, o estado declarou calamidade pública. A ministra Gleisi Hoffmann ressaltou a colaboração entre os governos para a reconstrução da região.
O projeto prevê alterar a lei estadual do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) para que os repasses possam ser feitos diretamente às famílias e não apenas entre fundos estaduais e municipais. Os deputados estaduais realizarão sessões extraordinárias para analisar a proposta.
Gleisi Hoffmann, durante visita ao local mais atingido, explicou que o governo federal autorizou a Caixa Econômica Federal a agilizar o saque do FGTS, que já possui a modalidade “Saque Calamidade” para desastres naturais. Ela afirmou ter conversado com o presidente da Caixa sobre as medidas.
O governador Ratinho Jr. decretou estado de calamidade pública em Rio Bonito do Iguaçu, onde cinco vítimas fatais foram contabilizadas, além de uma em Guarapuava. O governo contabiliza 784 feridos, cerca de mil desalojados e 14,6 mil pessoas impactadas diretamente.
Ratinho Jr. explicou que com 90% da cidade afetada, o decreto facilita a liberação rápida dos recursos e a reconstrução das moradias. A Cohapar já estuda estratégias para a recuperação residencial, e alojamentos temporários estão sendo preparados para as famílias.
O decreto permite ainda que o município solicite apoio federal e utilize recursos do Fundo Estadual de Calamidade Pública, além de firmar convênios emergenciais para a reconstrução.
A ministra destacou que o governo federal reconheceu rapidamente a situação de calamidade pública e que os esforços vão desde ações imediatas, como alimentação e higiene, até o planejamento para a reconstrução da cidade.
A comitiva federal incluiu, além de Gleisi Hoffmann, o ministro interino da Saúde, Adriano Massuda, o diretor de coordenação da Itaipu Binacional, Carlos Carbonio, e o diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Desastres, Armin Braun, acompanhando equipes da Defesa Civil.
Segundo Gleisi, a missão do governo é prestar socorro e ajuda humanitária, além de coordenar ações para a reconstrução com as prefeituras e o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, seguindo determinação do presidente Lula.
O tornado teve ventos superiores a 250 km/h, ultrapassando a classificação inicial de F2 para possivelmente F3, considerada de risco severo, segundo o Simepar. Os ventos fortes ocasionaram queda de árvores, veículos e casas de alvenaria.
Dados meteorológicos e imagens de radar foram usados para a classificação do fenômeno.
Créditos: O Globo