Política
09:03

Perspectivas políticas indicam possível influência do PL na presidência da Assembleia

Perspectivas políticas indicam possível influência do PL na presidência da Assembleia

Antes mesmo da eleição, já se pode projetar como estará o plenário da Assembleia, com quatro bancadas principais: PL, PT, PP e União Brasil, sendo o PL dominante. Tucanos e peemedebistas saíram fragilizados, com apenas um terço de renovação. Caso Allyson Bezerra seja eleito, o próximo presidente poderá vir do PL.

Analistas destacam que uma aliança entre União Brasil e PL é possível, pois os partidos não apresentam divergências ideológicas. Com Allyson, ex-prefeito de Mossoró eleito, o PL terá força significativa, contando com uma bancada na Assembleia, o prefeito de Natal e o governador, além de boa relação com o PP e o PL locais. Contudo, mudanças políticas podem alterar esse cenário.

O prefeito Paulinho Freire, mesmo não saindo do União Brasil para apoiar Álvaro Dias, tem sua esposa Nina Souza, hoje vereadora e segunda deputada federal mais votada, filiada ao PL. O deputado Adjuto Dias, reeleito, e seu pai Álvaro Dias também compõem esse quadro. Assim como no âmbito nacional, onde o União Brasil não deve apoiar Lula, uma aliança entre União Brasil e PL é viável.

A política mistura ciência, arte e estratégia, transitando entre fatos e interpretações. Alguns observadores não descartam a possibilidade do PT apoiar Tomba Faria, apesar da retórica contrária atual, e a articulação do deputado Ezequiel Ferreira é considerada importante.

A sucessão na presidência da Assembleia, marcada para fevereiro, já está sendo articulada desde o início das movimentações para o governo. O vice-governador Walter Alves rompeu com o governo após quase quatro anos, acusando a gestão de Fátima Bezerra de tornar o Estado ingovernável, numa jogada clara para tentar sua ascensão. Fátima, no entanto, permaneceu no governo, entendendo que ele queria que ela renunciasse para disputar o Senado e ele assumir.

Na eleição, Fátima teve vitória com seus candidatos ao governo e Senado, enquanto Walter Alves foi derrotado. A gestão de Fátima segue firme e o aluizismo hoje não sofre mácula.

Outros destaques incluem a tensão antes das urnas entre Álvaro Dias e Paulinho Freire, com vereadores ligados a Paulinho votando em Zenaide Maia e a derrota do coronel Hélio por 15 mil votos. Em Natal, Álvaro Dias recebeu 165 mil votos (39,6%), Flávio Bolsonaro 196 mil (44,1%). O deputado Robinson Faria perdeu por 32 votos.

Na Quinta Cultural do Instituto Histórico, o professor Carlos Chesman da UFRN apresentará as evidências da chegada de Cabral no Brasil, confirmando tese de Lenine Pinto.

A natureza anuncia a primavera com a florada tardia do ipê rosa e, depois, das sucupiras. O filósofo melancólico Nino oferece reflexões sobre gratidão e as estratégias políticas próprias dos que lutam por cargos.

Abre-se a temporada política com previsões como a do bruxo Gilberto Kassab, que aposta na vitória de Lula no segundo turno e na possibilidade de Ronaldo Caiado ser seu único adversário viável.

A reeleição do senador Styvenson Valentim, com a maior votação e sem apoio de lideranças, evidencia a capacidade eleitoral da sociedade.

Por fim, Bruno Boghossian informou que Flávio Bolsonaro teria recebido indicação de que o ministro Kássio Nunes, do Supremo, poderia aceitar habeas corpus para revogar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.

Os artigos assinados refletem a opinião do autor e não necessariamente da Tribuna do Norte.

Créditos: Tribuna do Norte

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