Polícia investiga três suspeitos de atentado contra Cabo Deyvison e descarta motivação política
As forças de segurança do Rio Grande do Norte informaram nesta terça-feira (16) que, até o momento, não há indícios de que o atentado contra o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL) tenha motivação política. Em coletiva de imprensa realizada na Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), representantes da segurança pública afirmaram que a investigação está concentrada na identificação dos autores do homicídio do assessor Alyson Diego e da tentativa de homicídio contra o parlamentar. A suspeita é que três pessoas estariam envolvidas.
De acordo com o secretário de Segurança Pública, coronel Araújo, motivações políticas não são, neste momento, uma linha de investigação adotada pelas autoridades. “O que o vereador fala ou diz, nós, como Força de Segurança, temos que garantir o direito dele de falar. A investigação, ela está ligada diretamente ao atentado, ao homicídio e a tentativa de homicídio para ele. Todas as linhas de investigação a Polícia Civil vai fazer, mas, inicialmente, nós não temos linha de investigação sobre parte política”, declarou.
Segundo o secretário, a governadora Fátima Bezerra (PT) determinou prioridade máxima para a apuração do caso e reuniu, ainda durante a noite, representantes das instituições de segurança pública para acompanhar as primeiras ações.
O ataque ocorreu na noite de segunda-feira (15), em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, em Mossoró. Alyson Diego, que operava uma transmissão ao vivo realizada pelo vereador nas redes sociais, foi atingido na cabeça e morreu. Cabo Deyvison foi baleado nas pernas e segue internado.
Investigação
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alarico, afirmou que os suspeitos abandonaram o veículo utilizado na ação e fugiram por uma área de mata. Desde então, equipes realizam buscas com apoio de drones e sistemas de monitoramento. “São três indivíduos. Por questão de investigação, não tem como dizer quem é quem, mas nomes, mas tem foto já de um cidadão, inclusive envolvido, vindo do Ceará para cá”, declarou.
De acordo com o comandante, o carro utilizado pelos criminosos havia sido plotado e deslocado de Fortaleza para Mossoró. Após o atentado, os ocupantes abandonaram o veículo e utilizaram outro automóvel para deixar a área.
O comandante ressaltou que as ações contam com integração entre forças estaduais e federais, incluindo apoio da Polícia Rodoviária Federal e compartilhamento de informações com a Polícia Militar do Ceará. “Não tem um local nesse estado em que a polícia militar e as forças de segurança não possam circular, trafegar, se colocar no local e fazer as operações”, afirmou.
Investigação ficará sob comando da DHPP
A Polícia Civil informou que a investigação será conduzida pela Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), com atuação direta do diretor da unidade, delegado Márcio Lemos.
O delegado-geral adjunto, Herlânio Cruz, afirmou que o trabalho será realizado com critérios técnicos e sem interferências externas. “A Polícia Civil do Rio Grande do Norte não tem bandeira, não tem nenhum tipo de ingerência política e a investigação será feita com todo o rigor como foi determinado pela governadora do estado”, disse. Ele destacou ainda que delegados serão designados exclusivamente para atuar no caso.
Já o diretor da DHPP explicou que o Rio Grande do Norte possui uma estrutura especializada voltada à investigação de mortes violentas. “Desde ontem, na madrugada, estamos qualificando os dados de forma integrada com as demais forças para poder chegar à autoria”, afirmou Márcio Lemos.
Tribuna Norte