Quedas em idosos: quando buscar avaliação médica após um tombo
Nesta quarta-feira (7), o ex-presidente Jair Bolsonaro foi autorizado a se dirigir ao Hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames médicos. Ele sofreu uma queda no dia anterior, após passar mal durante o sono e bater a cabeça em um móvel da cela onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal.
A Polícia Federal inicialmente informou que o ex-presidente teve apenas ferimentos leves e não necessitaria de transferência hospitalar imediata. Posteriormente, a equipe médica relatou que Bolsonaro apresentou um “traumatismo cranioencefálico leve” e recomendou exames complementares, que foram aprovados.
No Brasil, aproximadamente um terço dos idosos sofre quedas anualmente. O local mais comum para os acidentes é a própria residência. Um caso recente semelhante foi o do atual presidente Lula, que em 2024 caiu no banho e desenvolveu uma hemorragia intracraniana.
Entender os riscos das quedas em idosos e os indicativos para buscar atendimento médico é fundamental. O principal perigo de uma queda é a ocorrência de fraturas, que podem acontecer pelo impacto com objetos ou o solo. Para pessoas idosas, os riscos são maiores, pois a queda é a segunda maior causa de morte por lesões na terceira idade mundialmente.
Lesões decorrentes da queda podem comprometer a mobilidade e a autonomia do idoso, agravando sua qualidade de vida e provocando uma rápida deterioração da saúde.
O envelhecimento compromete reflexos que evitam quedas, diminui a força muscular para proteção durante o impacto e fragiliza a saúde óssea, tornando a recuperação mais difícil.
Aspectos socioeconômicos também influenciam os riscos: estudos brasileiros apontam que pessoas com menos recursos têm maior vulnerabilidade a quedas, possivelmente por menor acesso a adaptações e tratamentos adequados para doenças que aumentam o risco de acidentes.
Após qualquer queda, o idoso deve passar por avaliação médica, mesmo sem sinais evidentes de ferimentos. Exames auxiliam a identificar causas do acidente, especialmente se for a primeira ocorrência.
Lesões na cabeça são perigosas e podem ser silenciosas. Mesmo sem traumatismo aparente, exames como tomografia e ressonância são indicados para detectar sangramentos cerebrais, como o hematoma subdural, que pode ser fatal e nem sempre apresenta sintomas imediatos.
Se sintomas forem perceptíveis logo após a queda, como dor de cabeça, desorientação, sonolência, perda de memória ou dificuldade de fala, a atenção médica deve ser imediata, pois indicam possíveis danos cerebrais mais graves.
Créditos: saude.abril