Manifestantes protestam contra PEC da Blindagem e anistia a Bolsonaro em várias capitais
Neste domingo (21/9), São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais realizaram manifestações contra a PEC da Blindagem e a anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em São Paulo, o Monitor do Debate Político do CEBRAP e a ONG More in Common estimaram a presença de 42,4 mil pessoas na avenida Paulista. Para comparação, no dia 7 de setembro, em um protesto convocado por apoiadores de Bolsonaro no mesmo local, foram registradas 42,2 mil pessoas, segundo o mesmo monitor.
No Rio de Janeiro, a manifestação contou com shows de Chico Buarque, Gilberto Gil, Djavan e Caetano Veloso na orla da praia de Copacabana, reunindo aproximadamente 41,8 mil participantes, de acordo com o Monitor. Na comemoração do 7 de setembro na mesma cidade, o público foi de 42,7 mil.
Em Brasília, o ato ocorreu pela manhã, com concentração em frente ao Museu Nacional da República, seguido de uma passeata até as proximidades do Congresso Nacional.
A PEC da Blindagem, também chamada PEC das Prerrogativas, foi aprovada na Câmara dos Deputados na quarta-feira (17/9). A proposta dificulta a abertura de processos criminais contra parlamentares, exigindo o aval da Câmara ou do Senado para que um parlamentar possa ser processado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, a Câmara ou o Senado terão 90 dias para analisar a abertura da ação criminal, que será iniciada automaticamente caso o prazo não seja cumprido.
A PEC garante também foro especial no STF para presidentes de partidos, necessita ainda de aprovação no Senado, e torna secreta a votação para avaliar prisão em flagrante de parlamentares.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado, Otto Alencar (PSD-BA), declarou neste domingo à GloboNews que pretende incluir a PEC da Blindagem na pauta desta semana, afirmando que fará isso para “sepultar de vez esse assunto no Senado”. Ele qualificou a PEC como um “murro na barriga e tapa na cara do eleitor”.
Segundo o senador, há uma articulação no Senado para rejeitar a proposta, tanto na CCJ quanto no plenário.
Créditos: BBC News Brasil