Política
13:05

Lula cita condenação de Bolsonaro em discurso na Assembleia Geral da ONU

Durante o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Lula afirmou que “falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil” e ressaltou que “não há pacificação com impunidade”. Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos de prisão pelo papel que desempenhou ao liderar uma organização criminosa que tentou impedir a posse de Lula, entre 2022 e 2023.

O presidente destacou que essa é a primeira vez, em 525 anos de história do Brasil, que um ex-chefe de Estado é condenado por atentado contra o Estado Democrático de Direito. Lula enfatizou que Bolsonaro foi investigado, indiciado, julgado e responsabilizado em um processo rigoroso, com amplo direito de defesa, direito negado pelas ditaduras.

Nos últimos meses, o julgamento de Bolsonaro agravou as tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, com o presidente americano Donald Trump impondo sanções econômicas ao Brasil, ao Judiciário e a membros do governo como reação às investigações sobre Bolsonaro, marcando o pior momento nas relações bilaterais em décadas.

Na ONU, Lula defendeu a economia brasileira, afirmando que não há justificativas para medidas arbitrárias e unilaterais contra instituições e economia do país. Ele também manifestou apoio à regulação das redes sociais, criticando ataques às medidas de controle como tentativas de ocultar interesses escusos.

O presidente destacou que o Brasil, apesar de enfrentar ataques sem precedentes, optou por defender sua democracia reconquistada há 40 anos, após períodos de governos ditatoriais.

O discurso de Lula ocorre logo após uma nova rodada de sanções do governo americano, reforçando seu posicionamento contra ações que considera prejudiciais ao país. Ele reafirmou que “falsos patriotas promovem ações contrárias ao Brasil”, evidenciando os desafios políticos e institucionais enfrentados no cenário nacional e internacional.

Créditos: g1

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