CPMI do INSS autoriza prisão preventiva e quebra de sigilos de advogado Nelson Wilians
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou nesta quinta-feira (25) a prisão preventiva e a quebra dos sigilos fiscal e bancário do advogado Nelson Wilians.
Nelson Wilians foi alvo da Operação Cambota, iniciada neste mês pela Polícia Federal (PF), que é um desdobramento da Operação Sem Desconto, a qual investiga desvios nas pensões e aposentadorias do INSS. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência e no escritório do advogado.
Na audiência da CPMI realizada na quinta-feira anterior (18), o advogado compareceu, porém optou por permanecer em silêncio. Ele não respondeu a grande parte das perguntas e recusou-se a assinar um termo de compromisso para falar a verdade.
O deputado Rogério Correia (PT – MG), autor do requerimento aprovado, justificou a prisão preventiva afirmando que a liberdade de Nelson Wilians compromete a ordem pública, ameaça a instrução criminal devido a indícios de intimidação de testemunhas e ocultação de bens, além de colocar em risco a aplicação da lei penal, devido ao poder econômico e político do advogado.
Correia ressaltou que a prisão preventiva é necessária para garantir o andamento das investigações conduzidas pela CPMI e pela Polícia Federal.
Quanto à quebra dos sigilos fiscal e bancário, o deputado Alfredo Gaspar (UNIÃO – AL) defendeu que a proximidade de Nelson Wilians ao ambiente empresarial vinculado a Maurício Camisotti, outro investigado, justifica a medida.
Gaspar explicou que a requisição da quebra de sigilos busca esclarecer dúvidas relacionadas a Nelson Wilians e suas empresas, o que poderá contribuir para entender a constituição e funcionamento dessas sociedades, além da finalidade de certas operações financeiras e patrimoniais.
Créditos: Valor