Sabino entrega carta e tenta permanecer no Ministério do Turismo
Por Julia Lindner, GloboNews — Brasília
27/09/2025 04h01 Atualizado há uma hora
O ministro do Turismo, Celso Sabino, entregou nesta sexta-feira (26) sua carta de demissão ao Palácio do Planalto.
Apesar desse gesto formal, Sabino permanece atuando nos bastidores na tentativa de continuar no cargo, movimento que tem desagradado o União Brasil, partido ao qual é filiado.
Uma das principais frentes de articulação do ministro é buscar o apoio do presidente do PT, Edinho Silva, que defende sua permanência.
Segundo aliados, Edinho pretende procurar o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, para tentar convencê-lo a manter Sabino na pasta. O petista tem dito que o ministro sofreu pressão desmedida e que pode ser peça importante para consolidar o palanque de Lula no Pará como candidato ao Senado em 2026.
Dentro do União Brasil, porém, a avaliação é de que a saída de Sabino é irreversível. Parlamentares relatam que os grupos internos de mensagens estão repletos de manifestações em tom de despedida.
Integrantes da Executiva do partido afirmam que Sabino pode até ser alvo de processo de expulsão, já que uma resolução de 18 de setembro obrigava os filiados a deixarem cargos no governo federal em até 24 horas — prazo que já se esgotou.
Celso Sabino e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião Ministerial, no Palácio do Planalto em agosto de 2024 — Foto: Ricardo Stuckert/PR
Se não conseguir se manter no cargo, Sabino tentará emplacar como sucessora a secretária-executiva do ministério, Ana Carla Lopes, sua aliada de longa data.
Ana Carla é vista com bons olhos pelo grupo do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), por já participar da organização da COP30 e por ter trânsito político no estado.
Outras siglas também se movimentam para disputar a pasta. No PT, uma ala defende a escolha do presidente da Embratur, Marcelo Freixo. O PDT também se apresentou para disputar a vaga.
No Planalto, interlocutores discutem a possibilidade de uma recomposição na Esplanada que daria o Turismo ao PSD da Câmara, em troca da saída da legenda do Ministério da Pesca.
Créditos: G1