Política
23:03

Cármen Lúcia reforça papel do STF e critica ditadura na posse de Fachin

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, fez um discurso em defesa da democracia e criticou ataques recentes ao Estado de Direito durante a posse de Edson Fachin como presidente da Corte, nesta segunda-feira, 29.

Ela destacou que “os juízes dessa Casa têm consciência das tribulações específicas do nosso tempo, que exigem constante vigilância dos valores e princípios da democracia tão duramente conquistada no Brasil e recentemente agredida, desconsiderada e ultrajada por antidemocratas, em grave afronta ao Estado democrático de direito vigente”.

Em tom contundente, definiu a ditadura como “o pecado mortal da política”, acrescentando que nela “as liberdades são extintas, as instituições violentadas, o medo instaurado e a covardia banalizada nas mentes e no comportamento, esvaziando a cidadania de seus ideais de justiça e igualdade para todos”.

Ela ainda afirmou que “o ambiente democrático é o único que permite florescer as liberdades e frutificar as igualdades. A discórdia e a desavença são os venenos que se fermentam nas ditaduras”.

Sua fala foi divulgada como uma mensagem do STF em sua totalidade, reafirmando o papel da Corte como “guardiã das instituições democráticas no País”.

O discurso ocorreu duas semanas após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. O julgamento foi realizado pela Primeira Turma do STF, da qual Cármen Lúcia faz parte.

Créditos: CartaCapital

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