Internacional
11:05

Hamas avalia proposta de cessar-fogo de Trump para Gaza com 20 pontos

Uma proposta de cessar-fogo para Gaza, apresentada pelos Estados Unidos, aguarda a resposta do Hamas ao plano de 20 pontos que o presidente Donald Trump afirmou estar “muito perto” de encerrar o conflito de dois anos na região.

O documento foi compartilhado com o Hamas no final da segunda-feira (29) pelos mediadores do Catar e do Egito, após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apoiar a proposta ao lado de Trump na Casa Branca, afirmando que o plano atende aos objetivos da guerra de Israel.

Não está claro o que motivou Netanyahu a superar dúvidas anteriores sobre alguns aspectos da proposta.

O Hamas não participou das negociações que levaram ao plano de Trump, que exige o desarmamento do grupo militante islâmico, uma condição já rejeitada por ele anteriormente.

Segundo uma autoridade a par das negociações, o Hamas declarou que analisaria o plano de boa fé e forneceria uma resposta, conforme informou a agência Reuters na terça-feira (30).

Trump advertiu que, caso o Hamas recuse a proposta, Israel contará com total apoio dos EUA para tomar as ações que considerar necessárias.

O plano de 20 pontos prevê um cessar-fogo imediato, a troca de todos os reféns mantidos pelo Hamas por prisioneiros palestinos detidos por Israel, a retirada israelense de Gaza, o desarmamento do Hamas e a criação de um governo de transição liderado por um órgão internacional.

Até terça-feira (30), o Hamas ainda não havia respondido oficialmente à proposta e não estava claro o que haveria de inovador no plano, além do amplo apoio declarado por países árabes e muçulmanos.

Várias das propostas presentes no plano já foram incluídas em acordos anteriores de cessar-fogo apresentados ao longo dos últimos dois anos, que chegaram a ser aceitos, mas depois rejeitados por Israel e Hamas.

Uma fonte próxima ao Hamas afirmou à Reuters que o plano favorece totalmente Israel e impõe “condições impossíveis” que visam a eliminação do grupo.

A autoridade palestina, que preferiu não se identificar, declarou à Reuters que a proposta de Trump representa a aceitação total das condições israelenses e não concede ao povo palestino ou aos residentes de Gaza direitos legítimos.

Além disso, permanece incerto como o Hamas formulará sua resposta, pois uma rejeição categórica pode colocá-lo em conflito com países árabes e muçulmanos que apoiaram a iniciativa.

Ministros das Relações Exteriores do Catar, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Turquia, Arábia Saudita e Egito emitiram uma declaração conjunta na segunda-feira (29) elogiando a proposta de Trump e destacando os “esforços sinceros do presidente para acabar com a guerra em Gaza”.

Créditos: CNN Brasil

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