Política
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Manifestação da direita por anistia reúne poucos em Brasília no 7 de outubro

Na terça-feira (7), parlamentares alinhados à direita realizaram uma caminhada em Brasília para pressionar pela aprovação da anistia, porém a presença do público foi baixa.

O ato foi convocado para coincidir com o dia de votação na Câmara e no Senado, na tentativa de que a chegada de deputados e senadores ao Congresso, acompanhados por milhares de manifestantes, fortalecesse a pressão pela anistia.

No início da manifestação, o locutor afirmou que o número de participantes não era o foco, ressaltando que o movimento não tinha a intenção de reunir multidões, mas sim “conversar com o Brasil pelos olhos dos brasilienses”.

Durante o evento, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou Alexandre de Moraes como “miserável covarde”, ao dizer que o ex-presidente Jair Bolsonaro sofre perseguição intensa por parte do ministro do STF.

As bandeiras dos Estados Unidos, já frequentes na estética bolsonarista, marcaram presença, mesmo após a recente conversa entre Donald Trump e Lula; vários manifestantes levaram as cores norte-americanas.

O PL esperava votar a anistia nesta semana, confiando em um ambiente político favorável para o perdão total dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, inclusive do ex-presidente Bolsonaro. No entanto, o acordo em torno da PEC da Blindagem, que impediria processos criminais contra parlamentares, acabou inviabilizando esse cenário.

A PEC da Blindagem enfrentou forte reação popular e foi rejeitada no Senado, embora todos os deputados do PL tivessem votado a favor no primeiro turno na Câmara, deixando o partido em situação delicada.

A tramitação da anistia continua polêmica e complicada. Michelle Bolsonaro (PL-DF) e Nikolas Ferreira lideraram a convocação para o ato atual na tentativa de reavivar o tema.

Enquanto isso, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator da proposta, declarou poucos minutos antes do ato que deve sugerir apenas a redução de penas, com o parecer previsto para ser entregue na quarta-feira.

A direita defende o perdão total, que extinguiria a condenação de Bolsonaro, mas o PL encontra crescente isolamento, já que o centrão prefere apenas a diminuição das penas. Além disso, as ações de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos EUA, em apoio a sanções contra o Brasil, dificultam a aprovação da anistia ampla.

Esse foi o primeiro protesto bolsonarista em frente ao Congresso desde o episódio de 8 de janeiro; as manifestações anteriores terminavam a cerca de 3 km, na rodoviária do Plano Piloto.

A organização levou uma bandeira brasileira que foi posicionada ao final da fila dos participantes. Apesar disso, diversas bandeiras dos EUA e cartazes em inglês eram exibidos.

Em São Paulo, na avenida Paulista, outra bandeira dos EUA havia sido símbolo do 7 de Setembro, evidenciando o alinhamento político com o governo de Donald Trump, pouco depois das sobretaxas aplicadas sobre produtos brasileiros.

Créditos: UOL

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