Política
08:07

Pesquisa revela apoio a Lula para postura amigável com Trump em negociações

Um breve encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, ocorrida durante a Assembleia da ONU em 23 de setembro, chamou a atenção dos brasileiros e influenciou as opiniões sobre o relacionamento entre os dois líderes, conforme pesquisa Genial/Quaest divulgada em 8 de outubro.

Segundo a pesquisa, 65% dos entrevistados acreditam que Lula deve adotar uma postura amigável frente às ações de Trump em relação ao Brasil, um aumento em relação a agosto, quando esse índice era de 58%. Por outro lado, 25% defendem uma atuação mais rígida, contra 33% anteriormente.

Realizada entre 2 e 5 de outubro, a pesquisa ouviu 2.004 pessoas, com margem de erro de 2 pontos percentuais, e antecedeu o telefonema entre os presidentes em 6 de outubro.

Na ligação, Lula solicitou a revogação da alta tarifária imposta pelos EUA e pediu a suspensão de medidas restritivas contra autoridades brasileiras, como a cassação de vistos de auxiliares do presidente e sanções financeiras contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

O encontro presencial na ONU durou menos de um minuto nos bastidores da Assembleia-Geral. Trump destacou em seu discurso a excelente sintonia com Lula, enquanto o petista disse em entrevista que Trump havia sido mal informado sobre o Brasil, ressaltando a surpresa positiva da declaração sobre a química entre eles.

Para 49% dos participantes, Lula saiu politicamente mais fortalecido do encontro, enquanto 27% o consideram mais enfraquecido. Outros 10% afirmaram que não houve impacto.

Os EUA, sob Trump, impuseram tarifas de 50% sobre diversos produtos brasileiros, com exceções para setores estratégicos como aviação, que sofreu uma sobretaxa de 10%.

Após a conversa, a possibilidade de um encontro presencial foi mencionada. 51% dos entrevistados acreditam que Lula e Trump se darão bem em um eventual encontro, enquanto 36% discordam.

Além disso, a pesquisa abordou mudanças no Imposto de Renda, que já contavam com ampla aprovação e viram apoio crescer após votações no Congresso. Atualmente, 79% apoiam a isenção para quem ganha até R$ 5.000, enquanto 17% são contrários. A taxação sobre os mais ricos tem 64% de aprovação e 29% de desaprovação.

A maioria (90%) acredita que a reforma tributária irá melhorar suas finanças, sendo 49% uma melhora pequena e 41% significativa.

Créditos: Folha de S.Paulo

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