Pesquisa Quaest revela alta aprovação de Lula após encontros e medidas recentes
Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada mostra que a aprovação do governo Lula melhorou, influenciada pelo encontro do presidente com Donald Trump, sua participação na ONU, a aprovação da elevação da isenção do Imposto de Renda na Câmara e manifestações nas ruas.
Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, notícias positivas e conquistas políticas contribuem para o “bom momento do governo”. O levantamento de outubro indica que 48% aprovam Lula enquanto 49% desaprovam, um empate técnico não registrado desde janeiro. Três por cento não souberam ou não opinaram.
Após a reunião com Trump, 49% dos entrevistados consideraram Lula mais forte, 10% acharam que ele não mudou e 27% viram-no mais fraco. Para 14% não houve resposta. A pesquisa ainda revelou que 51% acreditam que Lula e Trump vão se entender após o encontro.
Sobre o discurso na ONU em setembro, 56% afirmaram não ter conhecimento da fala de Lula, porém, entre os que souberam, 52% avaliaram o discurso positivamente, 34% negativamente, 6% acharam neutro e 8% não responderam.
A proposta aprovada unanimemente na Câmara que eleva a isenção do IR para R$ 5 mil também impactou a avaliação governamental. Setenta e nove por cento dos informados são favoráveis, 17% contrários e 33% afirmaram não saber da medida.
Quanto à melhora na situação financeira, 49% acreditam em uma melhora pequena, 41% em uma melhora significativa e 10% não souberam opinar.
A percepção positiva sobre a elevação da isenção do IR cresceu entre eleitores de direita não bolsonaristas e bolsonaristas, com aumento na expectativa de melhoria financeira importante.
Manifestações contra a anistia e a PEC da Blindagem também influenciaram positivamente, com 39% dos que ouviram sobre os protestos considerando que o governo saiu mais forte das ações.
Sobre a inflação, 63% notaram aumento no preço dos alimentos, alta em relação aos 61% de julho. O poder de compra é visto como menor por 73%, um aumento em relação aos 70% de agosto. A percepção de que a economia piorou caiu de 48% para 42% entre setembro e outubro, enquanto 35% acreditam que a situação econômica permaneceu igual, um crescimento desde os 29% de setembro.
Felipe Nunes destaca que o momento atual é de reorganização da direita, que passa a debater qual agenda poderá derrotar Lula, diferente do passado quando discutiam quem poderia vencê-lo.
Ele ressalta que o grande desafio do governo é alterar a percepção sobre o futuro do país, pois, apesar dos resultados positivos recentes, a maioria ainda julga estar no caminho errado.
A pesquisa foi realizada entre 2 e 5 de outubro com 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, via coleta domiciliar e com margem de erro de dois pontos percentuais, usando dados do Pnad e Censo 2022, com nível de confiança de 95%.
Créditos: UOL