Lula critica politicagem na votação da MP do IOF e defende aprovação
Nesta terça-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a tentativa de transformar a votação da Medida Provisória (MP) do IOF em uma disputa eleitoral. Para ele, associar o tema à política partidária é uma bobagem, já que o processo legislativo tem seus próprios prazos.
Lula afirmou que a votação poderia ter ocorrido “três ou quatro meses antes”, mas salientou que cabe ao Congresso Nacional definir a pauta. “Se está sendo votada agora, é porque só agora conseguiram colocar o tema em discussão”, explicou.
O presidente destacou que “misturar essa pauta com política é uma bobeira de espírito extraordinária”.
Ele também criticou os setores contrários à MP, dizendo que “os banqueiros não querem pagar mais” e que “quem tem mais dinheiro no Brasil é, muitas vezes, mais sovino do que o povo pobre”. Lula ressaltou que votar contra a proposta é votar contra o interesse do povo brasileiro.
Apesar das divergências, elogiou a atuação do Congresso e afirmou não ter motivos para reclamações, já que os parlamentares vêm aprovando projetos importantes para o governo, como o que ampliou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Encerrando, Lula defendeu a aprovação da MP do IOF por representar “um passo adiante” na arrecadação de recursos e no fortalecimento da política fiscal do governo.
A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, garantiu que o governo fará todos os esforços para aprovar a medida e declarou que o Palácio do Planalto enfrentará o tema “doa a quem doer”. Essa declaração surge em um momento em que o governo vê risco de derrota, principalmente diante da oposição do centrão.
Gleisi Hoffmann citou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que criticou a MP nas redes sociais, e fez um apelo ao Congresso para aprovar a medida. Segundo ela, a MP tributa o sistema financeiro e defende que quem ganha mais deve contribuir para sustentar programas sociais e promover justiça tributária.
A ministra criticou quem afirma que a MP beneficia o governo ou o presidente Lula, dizendo que essas pessoas “trabalham contra o Brasil e contra o povo brasileiro”. Para Gleisi, rejeitar a MP significaria falta de espírito público.
Ela comemorou a aprovação, na semana anterior, do projeto que amplia a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, afirmando que essa proposta combate desigualdades no país, assim como a MP do IOF. Gleisi também agradeceu a aprovação unânime na Câmara e expressou confiança de que o Senado dará uma resposta à altura.
Créditos: cbn.globo