Internacional
15:06

Trump parabeniza María Corina Machado pelo Nobel da Paz apesar de críticas da Casa Branca

Na sexta-feira, 10, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou para a líder da oposição venezuelana María Corina Machado para felicitá-la pela conquista do Nobel da Paz, segundo pessoas próximas consultadas pela Bloomberg. O gesto surpreendeu, pois esperava-se que Trump pudesse reagir com indignação por não ter sido o premiado.

Em sua primeira manifestação pública após o anúncio, María Corina publicou nas redes sociais uma dedicatória do prêmio ao presidente americano e ao povo da Venezuela, reconhecendo o “apoio decisivo” de Trump. O republicano compartilhou essa postagem em sua própria conta.

“Dedico este prêmio ao sofrimento do povo venezuelano e ao presidente Trump pelo seu apoio decisivo à nossa causa!”, escreveu a líder da oposição após a divulgação da premiação.

Por outro lado, a Casa Branca criticou a decisão do Comitê Nobel da Noruega. O porta-voz Steven Cheung declarou que “o Comitê do Nobel demonstrou colocar a política acima da paz”, destacando que Trump “continuará promovendo acordos de paz, encerrando guerras e salvando vidas”. Trump vinha promovendo publicamente sua candidatura ao prêmio, citando sua mediação em conflitos no Oriente Médio e acordos recentes para cessar-fogo em Gaza.

María Corina foi agraciada com o Nobel devido à sua luta pela democracia e resistência ao governo de Nicolás Maduro. O comitê ressaltou que o aumento do autoritarismo global representa uma ameaça à paz mundial. Ela foi indicada em agosto de 2024 pelo então senador da Flórida e atual secretário de Estado americano, Marco Rubio, juntamente com um grupo de legisladores republicanos. A carta de indicação elogiava a “resistência pacífica” da venezuelana e seu compromisso com os direitos humanos, destacando o contraste com a repressão imposta por Maduro.

Barrada de concorrer nas eleições de 2024, María Corina passou a apoiar Edmundo González como candidato simbólico da oposição. Diplomata e acadêmico, González foi reconhecido como presidente eleito da Venezuela por diversos países e organizações internacionais.

“Estamos próximos da vitória e, hoje mais do que nunca, contamos com o presidente Trump, com o povo dos Estados Unidos, com os povos da América Latina e as nações democráticas do mundo como nossos principais aliados para alcançar a liberdade e a democracia”, escreveu a ganhadora do Nobel da Paz no X, antigo Twitter.

O presidente do Comitê Nobel da Noruega, Jorgen Watne Frydnes, defendeu a independência da instituição, afirmando que o painel “se reúne em uma sala repleta de retratos de laureados, um espaço cheio de coragem e integridade” e que a escolha da vencedora reflete a missão do prêmio de proteger a democracia como pré-requisito para a paz duradoura.

Créditos: Veja Abril

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