Lula confirma reunião entre Mauro Vieira e Marco Rubio para tratar tarifas com EUA
BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que o encontro entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado americano Marco Rubio ocorrerá nesta quinta-feira (16/10) em Washington, nos Estados Unidos. A confirmação foi dada na quarta-feira (15/10).
A expectativa é que a reunião inicie negociações sobre as tarifas de 50% aplicadas pelo governo dos EUA sobre produtos brasileiros, além das sanções impostas a autoridades brasileiras. Eles haviam conversado por telefone na semana anterior e acertaram esse encontro presencial.
No dia 6 de outubro, durante uma ligação telefônica, o presidente dos EUA, Donald Trump, designou Marco Rubio para dar continuidade às negociações com o Brasil.
Lula e Trump se encontraram brevemente em 23 de setembro na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. Trump comentou, em seu discurso, que encontrou Lula por um curto momento, onde combinaram de se encontrar novamente.
“Eu estava entrando e o líder do Brasil estava saindo. Nós nos vimos, nos abraçamos e combinamos de nos encontrar na próxima semana. Foi uma conversa rápida, de cerca de 20 segundos”, disse Trump.
Ele acrescentou que, pensando retrospectivamente, ficou satisfeito em ter esperado para essa conversa, que classificou como boa, e reafirmou o encontro futuro, ressaltando que Lula aparentava ser uma pessoa agradável.
Em 6 de outubro, Lula e Trump conversaram por telefone, reforçando a boa relação e o compromisso de um encontro presencial em breve.
Segundo o Palácio do Planalto, durante a ligação, Lula qualificou o encontro na ONU como uma oportunidade para “restaurar” as relações Brasil-EUA. Ele destacou o superávit comercial dos EUA nas relações bilaterais e pediu a retirada das tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras, além do fim das sanções contra autoridades brasileiras.
Trump também avaliou a conversa como positiva. Em sua rede social Truth Social, afirmou que teve uma boa ligação com Lula, discutiu vários assuntos, principalmente economia e comércio, e que ambas as nações terão outras conversas e reuniões futuras no Brasil e nos Estados Unidos. “Eu gostei muito da ligação. Nossos países vão se dar bem juntos”, concluiu.
Créditos: O Tempo