Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo reivindicam anistia após reunião no Departamento de Estado dos EUA
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo se reuniram nesta quarta-feira (15.out.2025) com representantes do Departamento de Estado dos EUA, em Washington, D.C., para tratar da anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Em vídeo divulgado após o encontro, Figueiredo afirmou que Eduardo segue “bem-vindo” no departamento norte-americano, em resposta a críticas diante do comentário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma “química excelente” entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na 80ª Assembleia Geral da ONU.
Apesar do Shutdown nos EUA desde 1º de outubro, o jornalista ressaltou que ambos foram “bem recebidos” pelo governo norte-americano.
Durante a reunião, discutiu-se o cenário político brasileiro, incluindo avanços e retrocessos sobre a anistia dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Figueiredo mencionou um encontro previsto para quinta-feira (16.out.2025) em Washington entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, destacando a normalidade e importância dessas conversas.
Eduardo destacou que o Brasil será “o único país” a discutir assuntos comerciais com o secretário de Estado de Trump. Segundo ele, os EUA continuarão a diminuir o poder de regimes totalitários e agentes que dificultam a atuação das empresas americanas.
Figueiredo relatou que, de acordo com o secretário do Tesouro dos EUA, apenas 10% das tarifas sobre produtos brasileiros têm base comercial, enquanto 40% são motivadas por razões políticas. Eles desejaram “boa sorte” ao chanceler brasileiro e afirmaram que “a anistia segue mais viva do que nunca”.
Eduardo Bolsonaro, residente nos Estados Unidos desde fevereiro, defende a anistia para seu pai e tem articulado com os EUA formas de pressionar o governo Lula para anular as condenações do ex-presidente.
Créditos: Poder360