Esporte
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Lima em estado de emergência antes da final da Libertadores em novembro

Lima entrou em estado de emergência em outubro, cerca de um mês antes da final da Copa Libertadores, marcada para o dia 29 de novembro. O anúncio foi feito pelo presidente do Peru, José Jerí, visando conter o aumento da criminalidade e os protestos na capital.

A Conmebol acompanha o cenário da cidade que sediará a decisão do campeonato, mas, até o momento, não se pronunciou sobre uma possível alteração da sede. As semifinais da Libertadores começaram recentemente, com o Flamengo vencendo o Racing por 1 a 0 no Maracanã.

Seria ideal para a confederação definir o local da final antes do encerramento das semifinais, que terão seu jogo decisivo entre Palmeiras e LDU no dia 30 de outubro, em São Paulo. Um dia antes, Flamengo e Racing jogarão na Argentina pela volta da semifinal.

O estado de emergência declarado pelo presidente peruano tem duração de 30 dias e termina antes da final. A medida busca reduzir os protestos que têm mobilizado principalmente jovens, chamados de terroristas pelo governo. As ações incluem reforço policial com apoio das forças armadas, fiscalização de identidades, buscas em residências e restrições em prisões. Para grandes eventos religiosos, culturais e esportivos, será necessária autorização prévia do governo.

Este não é o primeiro caso. Em 2019, a final da Libertadores que seria em Santiago, no Chile, foi transferida para Lima devido a protestos que paralisaram o país e interferiram até no futebol chileno.

Os protestos atuais começaram em setembro no mandato da ex-presidente Dina Boluarte e se intensificaram após sua saída do cargo em outubro. A população reage contra reformas no sistema de aposentadoria que tornaria obrigatória a adesão a provedores de pensão.

José Jerí, que assumiu após o impeachment de Dina Boluarte, declarou que defenderá a soberania do Peru e entregará o poder ao vencedor das eleições previstas para abril de 2026.

Créditos: ge

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