Internacional
06:09

CIA realiza ataque com drone contra instalação portuária na Venezuela

No início de dezembro, a CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos) executou um ataque com drone em uma instalação portuária no litoral venezuelano, conforme informaram à CNN fontes familiares com o assunto. Esta ação representou o primeiro ataque dos EUA a um alvo dentro do território da Venezuela.

O alvo do ataque foi um cais remoto, que o governo de Donald Trump suspeitava ser usado pela organização criminosa Tren de Aragua para guardar drogas e transferi-las para embarcações com a finalidade de enviá-las para o exterior, segundo as fontes.

No momento do ataque, as instalações estavam desertas, o que resultou na ausência de vítimas. As Forças de Operações Especiais dos EUA apoiaram a operação fornecendo inteligência.

Questionado sobre uma entrevista recente em que afirmou que os EUA destruíram uma “grande instalação de onde chegam navios” relacionada ao tráfico de drogas na Venezuela, Trump declarou, nesta segunda-feira (29), que os Estados Unidos atacaram “a área de um cais onde os navios são carregados com drogas”.

Todavia, Trump não explicou se a operação foi conduzida por militares ou por agentes da CIA.

“Então, atacamos todos os barcos e agora atacamos a área”, disse Trump. “Esse cais não existe mais”, complementou.

Antes dessa revelação do ataque realizado pela CIA, as únicas operações conhecidas dos EUA contra alvos venezuelanos envolviam embarcações em águas internacionais, alegando ligação com o tráfico de drogas.

Uma das fontes avaliou o ataque como bem-sucedido, pois destruiu o cais e os barcos presentes, mas também o classificou como, em grande parte, simbólico, já que essa instalação é apenas uma entre várias usadas pelo narcotráfico para operações internacionais.

A CIA não comentou oficialmente sobre o ataque quando contatada pela CNN. A rede também buscou respostas da Casa Branca, do Comando de Operações Especiais dos EUA, além dos ministérios das Comunicações e Relações Exteriores da Venezuela, aguardando posicionamentos.

* Colaboração de Haley Brtizky

Créditos: CNN Brasil

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