China exige libertação de Maduro após sua captura pelos EUA
O Ministério das Relações Exteriores da China declarou neste domingo (4) que os Estados Unidos devem liberar imediatamente o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, e resolver a situação da Venezuela por meio de diálogo e negociação.
Em um comunicado publicado em seu site, o ministério chinês afirmou que os EUA também precisam garantir a segurança pessoal de Maduro e sua esposa, afirmando que a deportação do casal infringiu o direito e normas internacionais.
Após a ação militar americana em território venezuelano, o governo da China já havia condenado o ataque, dizendo estar “profundamente chocado” com o uso da força por Washington contra um Estado soberano. Para Pequim, a operação constitui uma afronta direta à soberania da Venezuela e ao princípio de não intervenção.
O governo chinês qualificou o episódio como um comportamento “hegemônico” que ameaça a paz e a segurança da região.
A China é uma das principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela e, nos últimos anos, tem defendido que as disputas internas do país devem ser resolvidas “pelo povo venezuelano, sem interferência externa”.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi levado na noite deste sábado (3) para um centro de detenção em Nova York, após sua captura pelas autoridades americanas. De acordo com o governo dos EUA, a prisão ocorreu na madrugada em Caracas.
Mais cedo, Maduro foi fichado pela Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA). Imagens divulgadas pela Casa Branca mostram o venezuelano escoltado por agentes.
Em entrevista coletiva, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que está avaliando os próximos passos para o país sul-americano. Ele acrescentou que os EUA pretendem conduzir a Venezuela por meio de um “grupo” que está em formação até que ocorra uma transição de poder, sem detalhar prazos ou o funcionamento desse arranjo.
Também neste sábado, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro será julgado pela Justiça norte-americana em um tribunal de Nova York.
Segundo Bondi, Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores — que também foi detida — foram formalmente acusados de crimes ligados a narcotráfico.
Créditos: g1